sexta-feira, 14 de junho de 2013

Por que você não deveria usar a Bíblia para justificar seu preconceito


O ponto mais frequentemente levantado por quem se diz “contra o homossexualismo” é, tanto no Brasil quanto no mundo, o de que seus livros sagrados condenam a homossexualidade. É com base nos livros sagrados que alguns países consideram a homossexualidade até crime, passível inclusive de pena de morte, enquanto tantos outros já tiveram em sua história leis contra “homossexualismo” exatamente pelo mesmo motivo.

A posse do deputado e pastor Marco Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias gerou uma grande quantidade de protestos por parte de pessoas que o consideram racista e homofóbico. Como consequência, outra parcela da população veio em defesa do deputado, dizendo que suas declarações foram distorcidas, mal interpretadas e/ou descontextualizadas. Grande parte dos defensores de Marco Feliciano é composta por cristãos, em especial evangélicos, que defendem o direito de serem “contra a homossexualidade” e sentem-se representados pelo deputado.  A ex-senadora Marina Silva foi uma das que recentemente questionou os ataques ao pastor, afirmando acreditar que ele sofra preconceito por ser evangélico – assim como ela. Contudo, redimir o deputado tem sido uma missão cada vez mais espinhosa para seus defensores à medida que são divulgadas mais e mais falas preconceituosas do pastor. Mas este texto não é sobre Marco Feliciano ou esta disputa.

Acontece que tudo isso fomentou debates e criou contextos para que as pessoas manifestassem suas opiniões sobre interferência de valores religiosos no Estado, sobre homossexualidade e direitos humanos.  Após a recém-aprovada união igualitária então, muitas pessoas têm feito questão de tornarem públicas as suas opiniões a respeito. Já escrevi um texto aqui mesmo sobre a importânciado Estado Laico e não retomarei esta questão. Tratarei aqui de outra coisa que tem aparecido muito desde que esses debates fervilharam, aquela que é a justificativa mais frequente para a condenação da homossexualidade ou de basicamente qualquer coisa quando não restam mais argumentos:


“Penso isso porque a Bíblia diz assim”


Sempre me deparei com essa justificativa, mas recentemente ela tem sido especialmente popular. Na última semana participei de dois debates que desembocaram nisso, ambos com amigos incapazes de deliberadamente fazerem uma crueldade com alguém, muito inteligentes e profundamente religiosos. Os dois debates de certa forma repercutiam o texto que escrevi sobre o que a Psicologia tem a dizer sobre a homossexualidade e a justificativa de meus amigos foi mais ou menos assim:

“Não tenho problema com os homossexuais, tenho com o homossexualismo. Enquanto pessoas, não são inferiores a mim – afinal, somos todos pecadores e trato-os com justeza. Aceito o pecador, porém jamais poderei aceitar o pecado. Não posso concordar com o homossexualismo, não posso defender que as pessoas sejam homossexuais, que isso seja visto como perfeitamente aceitável, não posso falar para um homossexual: “vai lá, continua sendo que está tão certo quanto ser heterossexual”. Sou contra o homossexualismo porque a Bíblia condena, Deus considera pecado, e isso não é relativo a interpretações, está explícito em vários trechos”.

Acredito que esta seja uma boa síntese do que pensam muitos cristãos que, mesmo não fazendo parte da ala mais fundamentalista e agressiva dos religiosos nacionais, ainda assim são “contra o homossexualismo” e gostariam de poder expressar isso sem serem acusados de homofobia.

De certa forma, meus amigos e os demais cristãos que pensam dessa forma estão certíssimos: a Bíblia realmente condena o “homossexualismo”. E não é um trecho isolado lá no Antigo Testamento, mas alguns trechos mais ou menos explícitos tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Em Levítico 18:22 é dito “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;” e dois capítulos depois volta à questão, desta vez não só condenando como também estabelecendo a pena de morte para quem comete o ato: “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles.” ( Levítico 20:13). E no Novo Testamento essa postura é mantida:

“Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem” (Romanos 1:24-32)

Desta vez não apenas condena o ato homossexual como iguala os homossexuais a estupradores, homicidas e outros, considerando dignos de morte estes e aqueles que “consentem aos que as fazem”.



Não é difícil então perceber que os cristãos que dizem estarem seguindo a Bíblia não são o primor da coerência. Ser coerente com a Bíblia envolveria também denunciar homossexuais e condená-los à morte o que, aliás, é lei em alguns países que têm seus princípios embasados em livros sagrados. Mas felizmente meus amigos, assim como quase a totalidade dos cristãos, fazem uma leitura seletiva da Bíblia, convenientemente ignorando aquilo que vai frontalmente contra seus princípios (e seus estômagos, espero).

É claro que não acho que eles devam passar a seguir a Bíblia à risca.  Na verdade, gostaria de compartilhar com vocês mais alguns exemplos do que a Bíblia realmente diz sobre alguns tópicos.


Escravidão


Uma das polêmicas na qual o pastor e deputado Marco Feliciano se envolveu dizia respeito a algo que escreveu no Twitter:


Ele recebeu muitas críticas pelo comentário, mas manteve sua posição de que apenas estava sendo coerente com a Bíblia. A parte que poucos ressaltaram, talvez por medo de mais pessoas aderirem à visão dele, é que ele estava mesmo sendo coerente com as Escrituras.

Tudo começa lá em Genesis, capítulo 9, quando Cão (em algumas traduções é Cam, que vem do hebraico Ham, que significa “queimado”) contou a seus irmãos, Sem e Jafé, que viu seu pai, Noé, nu em sua tenda após se embriagar de vinho. Noé então amaldiçoa Canaã, filho de Cão:

“E despertou Noé do seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera. E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos. E disse: Bendito seja o SENHOR Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.” (Gênesis 9:24-27)


Sorte de Noé que não existia celular com câmera e internet naquela época.


O próprio ato de condenar filhos (e demais descendentes) a pagar pelos erros de pais e outras transferências e generalizações de culpa (povos inteiros pagarem pelo erro de um), coisa frequente na Bíblia, já poderia ser um valor moral questionado. Seria análogo a um sujeito roubar alguém e seu filho - no caso das maldições das Escrituras, e seus netos, bisnetos, etc. - ser preso como pena ao pai. Teríamos de mudar muita coisa em nossa legislação para isso, mas felizmente poucos leitores concordarão com essa noção de justiça. Aliás, o cerne do cristianismo se baseia em uma noção próxima a essa, onde Jesus, um inocente, morre para pagar pelos erros dos pecadores. É uma noção religiosa antiga, presente em muitas culturas, chamada “sacrifício de sangue”, que é matar um inocente, animal ou humano, para expiar os pecados de outros e apaziguar o(s) deus(es). Embora estejamos acostumados com a ideia, um breve olhar de fora é suficiente para ver que isso, embora tenha sido popular na Idade do Bronze (quando a Bíblia foi escrita), não é nem um pouco justo e não faz o menor sentido.

Prosseguindo nossa história, Genesis 10 conta que Canaã e seus descendentes foram habitar e povoar cidades que são os nomes de então de regiões africanas, enquanto seus irmãos ocuparam outras porções do mundo. Essa maldição não é suspensa posteriormente na Bíblia, pelo contrário, é repetidas vezes ratificada, no Antigo e no Novo Testamento, e o aval bíblico serviu como justificativa para a escravidão durante milhares de anos. Como coloca Morais (1988):

“Bastava citar os trechos do Velho Testamento - do Livro da Lei ou Pentatêuco, que pareciam aceitá-la como instituição normal e que sempre existira, ou passagens em que os apóstolos recomendam expressamente aos escravos que obedeçam a seus senhores (Ep.Ef. 6,5; Col. 3,22; J Cor. 7,20; 1 Tim. 6,1-2; 1 Pedro, 2,9-10). Este era um tema constante de sermões de sacerdotes brancos aos negros, e também era inevitável que se explorasse ao máximo esta passagem de uma parábola de Jesus: "O servo que sabendo da vontade do senhor não se esforçou por executá-la receberá muitos açoites" (Lucas. 12,47), um texto favorito dos proprietários sulistas dos Estados Unidos, conforme o testemunho de escravos como William Brown e Lunsford Lane”. (MORAIS, V. Saídos da casa da servidão: a escravidão na Bíblia e sua influência no Brasil e nos Estados Unidos. Cadernos de Estudos Sociais, Recife. 1988, p.245-246)

Cicatrizes de açoitamento de um escravo.

Para quem não sabe, o trecho de Lucas supracitado onde instrui muitos açoites para servos preguiçosos são palavras do próprio Jesus Cristo (respondendo uma pergunta de Pedro) assim como em outras passagens. Em Pedro, aliás, também encontramos coisas como “Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus.” (1 Pedro 2:18). E essa ordem de Pedro se repete em vários outros trechos do Novo Testamento (Colossenses 3:22; Mateus 24:46-51; 1 Timóteo 6:1; Tito 2:9; etc.).

Assim como no caso da homossexualidade, isso não é muito sujeito a interpretações relativistas, pois a Bíblia é explícita até em detalhes de como proceder com os escravos:

Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça. Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sua mulher sairá com ele. Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e seus filhos serão de seu senhor, e ele sairá sozinho. Mas se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair livre, Então seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.”  (Êxodo 21:2-6)

“E quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das nações que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas. Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e das suas famílias que estiverem convosco, que tiverem gerado na vossa terra; e vos serão por possessão. E possui-los-eis por herança para vossos filhos depois de vós, para herdarem a possessão; perpetuamente os fareis servir; mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não vos assenhoreareis com rigor, uns sobre os outros.(Levítico 25:44-46)

Além das descrições das punições, como em Exôdo 21: 20-21, que diz que “Se alguém ferir a seu servo, ou a sua serva, com pau, e morrer debaixo da sua mão, certamente será castigado; Porém se sobreviver por um ou dois dias, não será castigado, porque é dinheiro seu”.


Enfim...


Olha, eu acho que nenhum malabarismo intelectual é capaz de justificar moralmente ordenar a escravidão, compra e venda de servos, açoites, mortes, ou se alguém espancar seu servo e ele sobreviver ainda um ou dois dias, então tudo bem. Todos estes trechos refletem claramente o pensamento das pessoas da época e em nada se assemelham a ordens divinas atemporais. Por sorte superamos esse tipo de pensamento e hoje achamos esse tipo de coisa abominável.

Felizmente hoje em dia ignoramos estes e outros ensinamentos bíblicos, como matar quem adora outros deuses e destruir suas cidades (Deuteronômio 13), a mulher não deve ser submissa a seu marido (Gênesis 3:16; 1 Coríntios 11; 1 Timóteo 2:11-15; etc.), não matamos a mulher que não se casa virgem (Deuteronômio 22:13-21), se alguém estupra uma mulher ele não tem que pagar uma multa e se casar com ela (Deuteronômio 22:28-29) e muito menos mandamos queimar viva uma mulher por ser promíscua (Levítico 21:9) - e a lista poderia seguir indefinidamente, com trechos do Antigo e do Novo Testamento.

Ao longo dos últimos milênios a Bíblia vem sendo repetidamente usada para justificar ações de pessoas e culturas preconceituosas. Foi usada para legitimar escravidão, invasões, assassinatos, torturas, ainda é usada para justificar a submissão da mulher, repressão sexual e outros. Afinal, é preciso lembrar que o inferno também pode ser um consolo: é um consolo para aqueles que são tanto vingativos quanto covardes e desejam ver punidos os que afrontam seus princípios.

Se então a justificativa para a condenação da homossexualidade é a de ser coerente com o orientado pela Bíblia, essa justificativa cai por terra assim que constatamos que, felizmente, ninguém é coerente com o orientado pela Bíblia. Ela condena muitas coisas que qualquer cristão aceita e aceita muitas coisas que qualquer cristão condena. Tem de ser muito desatento para não perceber que parece haver um padrão de evolução dos cristãos, focando cada vez mais nos muitos ensinamentos que incentivam a aceitação das diferenças, o amor, a liberdade, e se afastando dos trechos cheios de ódio, intolerância e preconceito.

Acho fundamental que tanto meus amigos quanto outros cristãos estejam atentos a essas questões antes de se posicionarem contra a homossexualidade e a conquista dos direitos LGBTs, antes de assimilarem de seus padres ou pastores que devem condenar o ato por causa dos trechos bíblicos. Pensem antes se estão seguindo os ensinamentos de aceitação das diferenças, de amor e liberdade, e não àqueles na mesma linha intolerante e arcaica dos trechos citados ao longo deste texto. Daqui a algumas décadas seus filhos e netos terão orgulho de dizer que você ajudou nessa conquista ou se envergonharão que você estava do lado dos preconceituosos?

Na imagem de cima, protestos contemporâneos contra casamento gay; na de baixo, protestos contra o casamento inter-racial. Para quem não sabe, até pouco tempo atrás era proibida a união entre brancos e não-brancos, e a justificativa era bíblica (p.ex: Esdras 9).



PS: Esse texto foi publicado meio às pressas (queria publicá-lo aqui antes de viajar e ficar sem internet), então peço desculpas  se não estiver tão bem escrito.

17 comentários:

  1. Entendi o que vc quis dizer, Pedro. Sua lógica é interessante.
    Todavia, vc pegou alguns textos fora do contexto, e fez deduções, interpretações equivocadas a respeito de algumas coisas.
    Tirando isso, há de se abservar, em primeiro lugar, que a psicologia diz que o homossexualismo possui traços de perversão, e que é inclusive narcisismo segundo a mesma (algo que mto pouca gente sabe), e que propositalmente não é divulgado, apesar de se tratar de estudo publicado. As pessoas preferem colocar dentro da gaveta essa questão. Esse é um primeiro ponto.
    Obviamente que, apesar disto, isto não justifica de maneira alguma alguém odiar um homossexual, ou ser homofóbico (aliás tanto se fala em homofobia e poucas pessoas sabem o que significa homofobia).
    As pessoas, porém, em nome de serem "aparentemente" politicamente corretas, procuram sempre querer dizer que a homossexualidade é algo normal, etc etc... Sendo que a PRÓPRIA psicologia diz q se trata de narcisismo, e que os homossexuais possuem traços de perversão, semelhantemente ao que a passagem de Romanos que vc citou diz. Só que isso não convêm ser divulgado, haja vista vivermos em uma sociedade mentirosa e hipócrita, que somente busca aplausos e aceitação do meio.
    Voltemos agora para a Bíblia.
    A questão da escravidão, não a estudei, porém sei que quando uma pessoa não tinha como pagar sua divida, ela se vendia como escravo para seu credor como pagamento da divida, e depois de sete anos ela era libertada, porque a divida estava paga.
    A Bíblia é dividida em dois testamentos, isto é, o antigo e o novo Testamento, também chamados de antiga e nova aliança.
    A antiga aliança foi firmada por Deus com Moisés, e possuía leis, estatutos, ordenanças e mandamentos específicos. A Nova Aliança porém, que foi firmada com Jesus, possui novas leis, novos mandamentos, etc... Esta aliança, inclusive, o próprio antigo testamento profetizou q ela aconteceria. Sendo assim, as leis do antigo testamento eram leis transitórias, as quais haveriam de vigorar apenas ateh a promulgação da nova aliança feita por Jesus.
    Desta feita, não se fala mais em pena de morte, como o próprio Jesus disse para aqueles que queriam apedrejar a mulher adultera: aquele que estiver sem pecados seja o primeiro a atirar a pedra", e dps Jesus disse à mulher" Ninguem te condenou? Eu tb n te condeno."
    Sendo assim, de maneira alguma é incoerência da parte dos cristãos não seguirem as ordenanças do antigo testamento, haja vista o próprio Paulo dizer no novo testamento q o antigo testamento é sombra dos bens vindouros, e que os seus preceitos já passaram.
    Desta forma, um cristão deve seguir aquilo q o Novo Testamento diz, haja vista ele estar na Nova Aliança promulgada por Jesus, e não na antiga promulgada por Moisés.
    Jesus e os apóstolos, nunca, em todo Novo Testamento, mandaram matar alguém por algum pecado, em ABSOLUTAMENTE NENHUMA passagem, pois essa ordenança estava na antiga aliança, não faz mais parte da nova que Jesus promulgou, e tendo em vista que o próprio Jesus assumiu todas aquelas condenações em seu próprio corpo, a fim de que todo aquele que colocasse a sua confiança n´Ele fosse justificado por causa de sua fé, pelo mérito d´Ele.

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  2. O anônimo acima não conhece nada do Novo Testamento. Ele é tão macabro quanto o Antigo. Mesmo porque a personagem principal diz coisas como:

    Jesus disse:

    “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas, não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo, até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” (Mateus 5:17-18)

    Não julgueis que vim trazer paz a Terra; não vim trazer-lhe paz, mas espada; porque vim colocar o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; e os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. (Mateus, 10: 34-36).

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    1. Está interpretando mal amigo... Tem que ler tudo, pra entender Jesus.
      Ele fez várias ressalvas a Lei dos judeus. Ele, seguia uma Lei divina, creio eu, já que chamou por várias vezes as leis dos judeus de meras tradições e regras humanas. Jesus era contestador e, assim, calaram-o, levando-o para cruz.
      Jesus disse "Felizes os que lutam pela paz, serão chamados filhos de Deus". Por isso, se vc ler tdo o contexto dessa passagem sobre a espada, vc compreender que os seus seguidores não teriam ódio que causasse divisão, mas haveria divisão por conta da perseguição que estes viriam a sofrer, por estarem do lado da justiça.

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    2. Quando Cristo disse que havia vindo para cumprir a lei, ele estava literalmente informando ao seu povo que não havia mais necessidade de sacrifícios e mortes. Ele se fez carne, habitou entre nós e nos chamou para vivermos uma nova vida. O antigo testamento trazia leis pesadas e duras, mas sabemos que foi escrito de forma a doutrinar corações duros e corruptíveis que não aceitavam um não como resposta. Entretanto, Jesus trouxe uma nova visão política, de reestruturação da fé com base no amor e na caridade. O passado da legislatura Mosaica foi revogado porque uma nova lei, mais forte e dominante a suplantou em todos os seus aspectos vingativos e punitivos.

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  3. Alexandre Dittrich17 de junho de 2013 20:55

    Duas perguntas ao colega anônimo que publicou em 15 de junho:

    (1) Devemos então concluir que TODAS as inúmeras regras supostamente transmitidas por Deus no Velho Testamento foram invalidadas pelo Novo? Se não todas, então quais? Por que Deus mudou de ideia quanto a essas, especificamente?

    (2) Acho recomendável citar o estudo que diz que o homossexualismo tem "traços de de perversão" e "narcisismo" - simplesmente para dar crédito aos autores. Não obstante, isso não muda nada, porque concluir a partir de um único estudo que "a psicologia" diz isso ou aquilo é, pra dizer o mínimo, questionável.

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  4. Muita gente desconhece, mas não existe "A Psicologia", assim como não existe "A Religião", e sim várias religiões. Não faz sentido dizer que "a psicologia diz que homossexualismo é perversão", ou o que quer que seja. Como não faz sentido uma conclusão generalizada sobre todas as religiões, a menos que se estudem todas elas para comprovar sobre qual interseção se está falando. A matéria do Pedro Sampaio foi muito feliz ao fazer uma análise minuciosa de um porção de trechos da Bíblia, seja velho ou novo testamento. O ponto é simplesmente esse: as práticas da Bíblia pertenceram a uma época da humanidade e não justificam - quando bem convém - as práticas atuais.

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    1. "Muita gente desconhece, mas não existe 'A Psicologia'", drª Del Prette. Como solucionar isto, que eu considero uma questão, dentro e fora da Academia?

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  5. Brilhante como sempre, Pedro!

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  6. Lamento profundamente sua ignorância, sua incapacidade de conhecer o todo do livro. Não é com citações que se faz um cristão, mas com o todo. Na faculdade vc deveria te aprendido isso: o todo é maior que a soma das partes, não foi assim?

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  7. Pedro,

    Sou católica "normal", ou seja "apostólica romana"...

    Seu texto é muito bom, inteligente, e expõe o ponto de vista de um ateu no que se refere ao Magistério da Igreja.

    Eu não condeno homossexuais nem como pecadores e nem por seu pecado, essa questão é de foro intimo deles. ;-)

    A questão é:

    Sacramento católico de casamento, não!
    Quer o nosso Sacramento? Tem que ser homem e mulher.

    E quanto as leis?
    Mudam.
    Democracia representativa é isso.
    É assim.

    Ao meu ver o Código Civil pode estar equivocado...

    O que o STF não foi pacifico.


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  8. a biblia nao deve ser tratada como sagrada se foi escrita pelo homem é muito suspeitante que a católica peça ajuda a os santos,porque a bilia está cheia de textos repulsivos se contarmos mais de dozentosaquelas mortes dos primogenitos porque só morreu macho como está escrito passarei em meio a terra do egito e matarei todos os primogentos e o diluvio e o infanticidio eo paganismo e a escravidao que era pios que a morte, porque cristo disse pai porque me abandonaste?

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  9. porque está escrito que deus minusculo envia espiritos maus entra os homens assistam o desenho thudercart e veja se eles nao existem

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  10. Pedro,
    Qual o seu telefone para contato?

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    1. Olá!

      Você pode me mandar um e-mail (pedsampaio@gmail.com) ou mensagem no facebook (só buscar pelo meu nome) e eu te respondo por lá. Pode ser?

      Abraço

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  11. Excelente texto professor Pedro. Gostaria muito que ele alcançasse um numero gigantesco de leitores. Obrigada pela escrita!

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  12. Não sou estudante de psicologia mas cheguei aqui por meio de um texto sobre o Steven Pinker, onde você começa uma série sobre "charlatões intelectuais". Seus textos são simplesmente muito bons e você parece tentar desenvolvê-los com uma boa medida de imparcialidade e argumentos verdadeiramente fundamentados. Infelizmente vi nesse outro texto que você colocou muitas citações bíblicas fora de contexto, o que caracteriza uma atitude que você mesmo condena nesse outro sobre o Pinker. São textos que inclusive foram usados também fora de contexto nos diversos momentos históricos que você citou, para justificar práticas abomináveis como a escravidão. Sobre os textos do antigo testamento, principalmente, creio eu que não podem ser citados indiscriminadamente, pois não há explicação definitiva dentro da própria teologia para as divergências em relação ao Novo, bem como sobre a relação daquele com elementos culturais bem característicos da época. Mas de qualquer forma foi bem melhor e bem menos tendencioso do que qualquer discussão que se vê por aí quando conduzida por um ateu, que geralmente se preocupa bem mais em denegrir a religião a qualquer custo que elaborar argumentos bem fundamentados. E parabéns pelo blog, parece muito bom!

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