sexta-feira, 8 de março de 2013

O que a Psicologia tem a dizer sobre a homossexualidade?


Embora possa parecer muito pretensioso falar em nome da Psicologia – ainda mais levando em conta a grande quantidade de abordagens em desacordo dentro dela -, acredito que seja possível fazer uma síntese geral sobre o que a Psicologia tem a dizer sobre a homossexualidade. Essa síntese terá de ignorar detalhes e especulações específicas de diferentes abordagens e se ater ao que até então temos bons motivos para acreditar. Com essa ressalva, no entanto, não pretendo blindar o meu texto de críticas e aguardo que meus colegas façam os apontamentos que acharem pertinentes.

Este texto é motivado pelo debate corrente a respeito da homossexualidade, oriundo principalmente dos conflitos ideológicos entre ativistas do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero) e algumas lideranças conservadoras e/ou religiosas. Nestes conflitos, muito foi dito sobre o tema e a Psicologia foi muito mencionada por ambos os lados. Não pretendia escrever nada a respeito, ainda mais agora que boa parte da poeira já baixou, mas observo que os equívocos consequentes de desinformações divulgadas por proponentes de ambos os lados têm se espalhado muito. Parece pertinente um texto razoavelmente simples e esclarecedor sobre o assunto.

A Polêmica

Dentre os conflitos ideológicos supracitados, o mais recente deles parece ter despertado mais atenção. O pastor Silas Malafaia fez declarações polêmicas em sua entrevista à Marília Gabriela, o que gerou apoio de um lado e críticas de outro.  Silas Malafaias é graduado em Psicologia e, embora jamais tenha explicitado que falava enquanto psicólogo e muito menos em nome da Psicologia, sua formação foi bastante utilizada, tanto por defensores quanto por críticos. Chegou a tal ponto que o CFP (Conselho Federal de Psicologia) emitiu uma nota de repúdio a respeito das declarações do pastor, acusando-o de ser “quase inquisitório”, “preconceituoso” e “homofóbico”.



O problema é que a nota do CFP é de cunho moral, adjetivando a posição do pastor e afirmando que vai contra “as lutas da Psicologia”, mas não explica quais motivos a Psicologia tem para afirmar que o pastor está equivocado e por que. O próprio pastor respondeu apaixonadamente (como é característico de suas declarações) à nota do CFP, acusando-a de distorcer suas declarações e ser movida por interesses políticos, não científicos. É com muito pesar que devo dizer que o pastor parece estar com a razão a esse respeito; o que significa que a nota do CFP foi um desserviço à causa que pretendia endossar.

A homossexualidade é de causa genética?

Dentre as respostas às declarações do pastor, a que provavelmente foi mais difundida foi a do geneticista Eli Vieira. Em vídeo, o geneticista seleciona trechos da fala do pastor e complementa ou corrige algumas afirmações que considera equivocadas, sempre se preocupando em referenciar suas afirmações através de artigos publicados em periódicos.

Tenho poucas ressalvas a fazer com relação ao vídeo[1] e considero que o autor do vídeo foi, no geral, muito feliz em suas colocações. Fiquei positivamente surpreso em como mais de uma vez ressalta que são contribuições dos genes para a orientação sexual e lembra sempre da igual importância do ambiente, da história de vida do sujeito.  Como a fala do pastor é frequentemente confusa, ambígua (em parte por utilizar incorretamente alguns termos), Vieira responde considerando que Malafaia estava tentando argumentar que não existe influência dos genes na orientação sexual. No entanto, uma interpretação alternativa é a de que o pastor tentava fornecer evidências contra o determinismo genético, contra um suposto inatismo da homossexualidade. Se esta era a intenção, ele foi bem sucedido; no entanto, como aponta Vieira, estaria atacando um espantalho, já que esta ideia não é defendida pelos principais geneticistas há muitas e muitas décadas.
Não é defendida pelos principais geneticistas...

Afinal, embora grande parte da comunidade científica rejeite essa ideia, muitas pessoas (inclusive cientistas) parecem acreditar que a homossexualidade é sim determinada geneticamente e algumas inclusive entenderam que o geneticista argumenta a favor disso.  A crença de que a homossexualidade é inata, ou seja, que alguém já nasce homossexual, existe e foi difundida, em parte, pela má divulgação científica – um problema que já mencionei em outro texto.  



Então, se a crítica de Silas Malafaia é inócua para a maior parte da comunidade científica (careca de saber que determinismo genético é bobagem), é bastante pertinente para o público geral – e dificilmente a maioria dos telespectadores do programa da Marilia Gabriela, onde fez as declarações, é de cientistas com noções básicas de genética. Tanto Malafaia quanto os demais religiosos que afirmam que “ninguém nasce gay” estão corretos e as evidências suportam esta afirmação.

Há muitos e muitos motivos pelos quais esta afirmação está correta e devidamente fundamentada, mas, como apontou o pastor, basta citar os dados de pesquisas que apontam que mais da metade dos gêmeos monozigóticos de homossexuais são heterossexuais. Isso quer dizer que pessoas com exatamente a mesma carga genética frequentemente têm orientações sexuais diferentes. Não importa se este número é, como polemiza Eli Vieira, 68%, 50% ou sequer se fosse apenas 10%: qualquer número que não seja igual ou muito próximo a 0% de discordância é evidência suficiente de que a homossexualidade não é determinada pelos genes.

No entanto, a parte que Malafaia e tantos outros decidem ignorar, é que ninguém nasce heterossexual também...

Ok, talvez esse aí tenha nascido homossexual.


Freud explica

Afinal, como brilhantemente apontou Freud, se vamos nos indagar sobre as causas da homossexualidade, é igualmente pertinente nos indagarmos sobre quais são as causas da heterossexualidade, já que "[...] o interesse sexual exclusivo do homem pela mulher é também um problema que exige esclarecimento, e não uma evidencia indiscutível que se possa atribuir a uma atração de base química". (Freud, 1905/1969d, p.137).

O argumento de que a homossexualidade não é natural porque não leva à reprodução, não apenas ignora um grande número de comportamentos sexuais que também não levam à reprodução (sexo com métodos contraceptivos, sexo em períodos inférteis, sexo com pessoas inférteis, sexo após a menopausa, sexo anal, masturbação, polução noturna, etc.) como pressupõe que o instinto sexual tem como objetivo a reprodução. Dizer que o instinto sexual tem um objetivo já é certamente incorreto (é um pensamento teleológico, incoerente com a seleção natural), mas, mesmo se tivesse, este não seria a reprodução, mas apenas sua satisfação – como também apontava Freud (Katz, 1996).

Ou podem parar de tomar a pílula. Não é natural.


Ironicamente, Silas Malafaia procura usar Freud para endossar seu ponto de vista de que a homossexualidade deve ser tratada, afirmando que o pai da psicanálise tratou a homossexualidade de uma garota, transformando-a em heterossexual ao final da análise. O pastor só pode estar se referindo ao texto "A psicogênese de um caso de homossexualismo numa mulher" (Freud, 1920) e não poderia estar mais equivocado. O enganoso título do texto se deve ao fato de que a garota chegou à análise trazida pelos pais, que disseram que ela vinha tendo pensamentos homossexuais. Parece que a leitura do pastor parou por aí. Freud mais de uma vez afirma que “a homossexualidade, em si mesma, não constitui condição de análise”, mas que a jovem, que nunca havia tido um interesse homossexual, se viu obcecada por outra mulher, de modo que:
“Nem as proibições nem a vigilância impediam a jovem de aproveitar todas as suas raras oportunidades de encontrar-se com a bem-amada, de verificar todos os seus hábitos, de esperar por ela durante horas diante de sua porta ou numa parada de bonde, de mandar-lhe presentes ou flores, e assim por diante. Era evidente que esse interesse único havia engolfado todos os outros na mente da jovem. Não se preocupava mais com os estudos, não se interessava por funções sociais ou prazeres de moça e mantinha relações apenas com algumas amigas que podiam auxiliá-la na questão ou servir-lhe de confidentes”. (Freud, 1920, p.95)

Qualquer psicólogo concordaria que há aí demanda para uma psicoterapia: a obsessão da garota, que a tem atrapalhado em todas as demais esferas de sua vida, e não a homossexualidade – como, novamente, também apontava Freud. Com o decorrer da análise, cessaram-se os pensamentos obsessivos a respeito da moça e, consequentemente, a “homossexualidade”.

Ou o pastor Malafaia é completamente ignorante a respeito do texto freudiano, ou incorreu em uma gritante desonestidade intelectual ao ignorar tudo isso e interpretar o texto como interpretou. Principalmente se levarmos em conta que, com relação à homossexualidade, Freud era certamente um homem à frente de sua época. Além do já citado, existem vários textos nos quais ia frontalmente contra a postura da época a respeito das orientações não heterossexuais, mas não prolongarei demasiado este ponto. Basta lembrar que para Freud a homossexualidade é tão natural quanto a heterossexualidade e foi militante em sua época, fazendo frente a seus colegas que se recusavam a dar o título de psicanalista a homossexuais (Badinter, 1993), assinando uma petição pela revisão do código penal e a supressão do delito da homossexualidade entre adultos que consentem (ibid), dentre outros. Não esqueçamos também que em 1935, ele escreve uma carta endereçada a uma mãe norte-americana que havia lhe solicitado ajuda em relação às condutas e comportamentos que ela considerava anormais por parte de seu filho. Ao que Freud respondeu:
“Eu creio compreender, após ler sua carta, que seu filho é homossexual. Fiquei muito surpreso pelo fato que a senhora não mencionou esse termo nas informações que deu sobre ele. Posso eu, vos perguntar por que evitou esta palavra? A homossexualidade não é evidentemente uma vantagem, mas não há nada do que sentir vergonha. Ela não é nem um vício, nem uma desonra e não poderíamos qualificá-la de doença. (...) Muitos indivíduos altamente respeitáveis, nos tempos antigos e modernos, foram homossexuais (Platão, Michelângelo, Leonardo da Vinci, etc). É uma grande injustiça perseguir a homossexualidade como crime e também uma crueldade”. (Freud, 1935/1967, p.43).

Vocês têm ideia do que era escrever isso em 1935?



A homossexualidade é “apenas um comportamento”?

Como dito, para a Psicologia contemporânea não nascemos com uma orientação sexual e a homossexualidade é tão natural quanto a heterossexualidade, a bissexualidade e quaisquer outras orientações sexuais, e também tão natural quanto ser destro ou canhoto. Assim como qual mão você tem como sua mão hábil, a homossexualidade não é apenas inata ou “apenas comportamento” (como afirma Malafaia) – tampouco é só uma “escolha”. Afinal, para a psicologia contemporânea poucas coisas são inatas e nada é “apenas comportamento”. Explico.

Grosso modo, funciona assim:
1. O organismo nasce com uma carga genética que determinará como ele responderá a determinados estímulos.
2. Parte dos genes apenas será “ativada” ao longo da vida deste organismo, alguns podendo até nunca se manifestarem, por precisarem de um contexto – um estímulo, um conjunto de estímulos – específico para que isso ocorra.
3. A partir do momento em que nasce (e até antes disso, com acontecimentos intrauterinos) o organismo passa a modificar o mundo e ser modificado por ele.

Nossas ações, pensamentos e sentimentos são, portanto, resultado da ininterrupta interação entre nosso organismo e as coisas que lhe acontecem.  Quando se trata de nossos comportamentos, não somos nem biologicamente determinados nem psicologicamente determinados, mas frutos desta relação. Posso aprender a distinguir diversos sons (como aprender as notas musicais) que eu não distinguiria só por ter nascido, mas jamais conseguirei ouvir frequências de sons que meu ouvido não é capaz de captar. Posso, ao contrário da maioria das pessoas, ter genes que facilitam que eu seja mais habilidoso com a mão esquerda, mas ser destro se fui muito repreendido quando utilizei a mão esquerda para escrever ou sequer conhecer esta minha facilidade com a mão esquerda se nunca foi me dada essa possibilidade e jamais a utilizei para estes fins.

As pesquisas que mostram o funcionamento cerebral de homossexuais masculinos como semelhante ao de heterossexuais femininas e o de homossexuais femininas como o de heterossexuais masculinos (Savick et AL, 2008), no máximo observam como o cérebro se comporta quando alguém se sente atraído por homens ou mulheres. Não se trata de uma explicação da homossexualidade, mas de uma observação topográfica a nível fisiológico. O mesmo se aplica ao estudo que indica que homossexuais masculinos são mais sensíveis a androsterona (Lübke et AL, 2009) – um hormônio derivado da testosterona, que é um hormônio ligado ao desenvolvimento e à manutenção de características masculinas. Mesmo ignorando controvérsias e questões metodológicas e epistemológicas, a não ser que essa diferença seja significativamente observada desde o nascimento, observar essa maior sensibilidade pode não ser diferente de observar maior sensibilidade ao cheiro da coca-cola por parte de grandes apreciadores da bebida, ou maior capacidade de perceber nuance de cores por parte de críticos de arte. Estes e muitos outros podem ser explicados por um processo chamado condicionamento operante e os indivíduos não nascem desta forma, mas passam, devido a coisas que lhes acontecem, a funcionar desta forma.

Olhem só que delícia o meu cheiro de homem.

Mesmo se constatarem que, desde o nascimento, indivíduos que viriam a tornarem-se homossexuais eram mais sensíveis a androsterona, ainda assim não implicaria em inatismo da homossexualidade; apenas em inatismo da maior sensibilidade a androsterona. É possível e até bastante provável que muitos homossexuais compartilhem esta e/ou outras características inatas (consequentemente, genes ligados a estas características), e que estas mesmas características apareçam com uma frequência bem menor em heterossexuais. Isso indica que os indivíduos com estas características têm maior probabilidade de, na sua interação com o seu meio ao longo de sua vida, tornarem-se homossexuais. Da mesma forma que indivíduos com outras características, nem melhores nem piores, têm maior probabilidade de, na sua interação com o meio ao longo de sua vida, tornarem-se heterossexuais. E idem a qualquer orientação sexual.

Quando falo em probabilidade é principalmente porque, assim como no exemplo dos canhotos que dei anteriormente, alguém pode ter as características inatas que foram observadas em vários homossexuais e ainda assim não ser homossexual. Por motivos diversos: pode ter nascido em um meio tão repressor que puna qualquer contato homoafetivo, suprimindo este comportamento; pode também sentir atração pelo sexo oposto, ter se envolvido com uma pessoa do sexo oposto e seguir princípios monogâmicos; pode ter tido experiências muito traumáticas com pessoas do mesmo sexo e passar a sentir repulsa por estas; etc. E, pelo mesmo princípio, pessoas sem estas características inatas podem vir a se orientarem como homossexuais se, por exemplo, tiverem experiências muito prazerosas que estão associadas a pessoas do mesmo sexo; se, mesmo podendo sentir atração por ambos os sexos, estiver em uma relação monogâmica com alguém do mesmo sexo, ou, por motivos diversos (que não fatores biológicos), sempre ter tido relacionamentos homossexuais; se tiver experiências traumáticas com o sexo oposto e frequentar um meio que incentiva e recompensa relações homossexuais; etc.


Mas é possível alguém deixar de ser homossexual? É possível uma terapia de reorientação sexual?

Hora de novamente desagradar a gregos e troianos: tudo indica que sim, é possível.

LINCHA ELE!!!

Mas isso porque, como estou tentando explicar, a orientação sexual é algo mais complexo do que características inatas ou uma “escolha”. Dizemos que alguém tem determinada orientação sexual numa interseção entre como ele se comporta e, principalmente, como ele se vê. Se alguém diz que não é mais homossexual porque não mais tem relações com pessoas do mesmo sexo e não se considera mais homossexual (por vezes dizendo nem sentir mais atração por pessoas do mesmo sexo), então não há nada que nos legitime dizer que ele ainda é homossexual ou que “no fundo” ainda o é. E existem muitas pessoas que se dizem ex-gays.

A meu ver, a principal questão a respeito das terapias de reorientação sexual não é se conseguem alterar a orientação sexual ou não, mas sim por que deveríamos fazer isso e se deveríamos fazer isso.

Estas não são questões estritamente científicas, mas morais, éticas e, mais especificamente, deontológicas. Há quem acredite que a ciência não pode arbitrar questões como estas, pois o papel da ciência seria descrever como as coisas são e não como elas deveriam ser. Este problema é conhecido na Filosofia como A Guilhotina de Hume. Contudo, mesmo se a ciência não puder arbitrar estas questões, parece autoevidente que suas constatações podem ao menos contribuir substancialmente para o debate.

A respeito do por que, é relevante ressaltar, por exemplo, que quase todos proponentes das terapias de reorientação sexual são religiosos que justificam sua reivindicação com base em doutrinas religiosas. Estas doutrinas geralmente se referem à homossexualidade como “abominação”, “não natural” ou “doença”. Como já foi esclarecido, a Psicologia não dá respaldo para a crença de que a homossexualidade seria uma abominação ou não natural, pelo contrário, traz evidências do exato oposto e, em parte por este motivo, há décadas não mais a entende como uma patologia. Seria um contrassenso uma terapia com objetivo de tratar algo que, por si só, não tem justificativa para ser tratado - a não ser a desaprovação moral de um grupo de pessoas. Seria algo análogo a propor uma terapia que trate o gosto por música porque um grupo de pessoas (por maior que seja) acha que gostar de música é errado.

Por isso mesmo, alguns proponentes dessa terapia tentam convencer com a alegação de que alguém pode sofrer com sua homossexualidade, como as próprias pessoas com convicções religiosas que condenam a homossexualidade, e querer, por vontade própria, se ver livre de seus desejos homossexuais. Este para mim é o argumento mais forte a favor das terapias de reorientação sexual. Mesmo assim, não é lá muito bom. Pois vejamos:
- Pelas razões já expostas, temos fortes motivos para acreditar que sempre existirão pessoas homossexuais ou no mínimo com fortes desejos homossexuais.
- Se a homossexualidade por si só não gera sofrimento, a principal causa do sofrimento com a condição homossexual é justamente a injustificada condenação da qual é alvo.
- Ao legitimar a terapia de reorientação sexual, mesmo se aliviarmos o sofrimento do nosso paciente, estaríamos contribuindo para a manutenção das convicções que condenam injustificadamente a homossexualidade e, consequente, produzem grande sofrimento em tantos outros homossexuais que existem ou ainda existirão. Estaríamos optando por consentir com aquilo que causa tanto sofrimento e suprimindo aquilo que é natural. Alimentaríamos o ciclo de sofrimento sendo que podemos contribuir para seu fim.

O leitor atento talvez já tenha percebido que já estou tocando na segunda questão que considero central, a de se deveríamos fazer a terapia de reorientação sexual. Afinal, quais são as consequências desta terapia para o indivíduo?

A maior pesquisa já feita sobre esta questão foi conduzida pela APA (American Psychological Association) e traz dados assustadores. Há muitos relatos de que indivíduos que passaram por terapias de reorientação sexual passaram a apresentar depressão, confusão mental, disfunções sexuais, drogadicção, automutilação, ansiedade, abulia, pensamentos suicidas, dentre outros (APA, 2009, p.41-42). Mesmo pesquisas conduzidas por adeptos da terapia de reorientação sexual admitem que em cerca de 50% dos casos há consequências danosas para o paciente (IBID).

Mesmo quando é feita uma intervenção precoce, na infância, para tentar evitar a homossexualidade, as consequências são nefastas. O norte-americano Kirk Murphy, por exemplo, apresentava, quando criança, muitos comportamentos considerados afeminados. Aos cinco anos de idade, foi submetido a um tratamento que visava suprimir os comportamentos afeminados e estimular comportamentos considerados masculinos. O objetivo foi alcançado: a criança passou a comportar-se tal qual era esperado que um menino se comportasse e o caso foi publicado em um prestigiado periódico – e este artigo é referência para os defensores da terapia de reorientação sexual. Entretanto, Kirk tornou-se depressivo, ansioso, incapaz de ter qualquer tipo de envolvimento sexual e seu intenso sofrimento culminou em seu suicídio, aos 38 anos (se entende inglês, pode assistir a um programa que detalha mais o caso, clicando aqui).

Kirk Murphy quando criança e, ao lado, já adulto.

Estes resultados não são inesperados. Pelo menos desde Freud, a Psicologia reconhece que a sexualidade tem um imenso papel em nossas ações e bem-estar. Anteriormente, fiz analogias entre a homossexualidade e o canhotismo, para ilustrar outros pontos; no entanto, suprimir a homossexualidade tem consequências de proporções muito maiores do que suprimir o canhotismo. O ex-canhoto pode ter maior dificuldade para conseguir ter a letra bonita ou em outras atividades que exijam coordenação motora fina; em contrapartida, o ex-gay será privado de algo que compõe boa parte do que ele é – em outras palavras, será privado de si mesmo. Será que se deve legitimar uma terapia que, além de tudo, tem boas chances de trazer mais malefícios ao paciente do que benefícios?

Conclusão

Sintetizando o que foi apontado ao longo do texto, podemos entender que, para a Psicologia, a sexualidade humana é mais complexa do que imaginam malafaias e inatistas. Ela tem bases biológicas, mas não existe orientação sexual sem interação com o ambiente: sem uma história de vida, o que engloba sua família, amigos, sociedade e tudo o mais que o cerca. Freud, ao contrário do que insinua o pastor Silas Malafaia, não defendia a reorientação sexual, nem “tratava” a homossexualidade; muito pelo contrário. A homossexualidade não é mais “abominação” ou “não natural” do que a heterossexualidade. A homossexualidade, por si só, não produz sofrimento no indivíduo e a maior causa de sofrimento com relação à própria sexualidade entre homossexuais é justamente a condenação infundada que sofre em seu meio. É possível que as terapias de reorientação sexual consigam alterar a orientação sexual de alguém, mas há boas chances de que não sejam bem-sucedidas e produzam mais sofrimento do que alívio, com alta probabilidade de gerarem graves danos psicológicos.

Psicólogos que praticam ou advogam pela terapia de reorientação sexual estão ignorando todos estes fatos. Ou então estão sendo tão coerentes quanto médicos que, vivendo em uma cultura racista, concordam em retirar toda a pele de seus pacientes negros, substituindo-a por uma pele branca, em um perigoso procedimento que visa aliviá-los das mazelas decorrentes do preconceito.


Nota:
[1] Uma das críticas mais pertinentes ao vídeo do Eli Vieira, ressalta o papel da cultura na homossexualidade e como o debate deve se dar mais na esfera dos Direitos Humanos. Ela pode ser lida clicando aqui.


Referências:

APA, Report of the Task Force on Appropriate Therapeutic Responses to Sexual Orientation. Washington, DC: American Psychological Association, 2009.

Badinter, E. XY: Sobre a identidade masculina. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 1993.

Freud, S. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Vol. 7). Rio de Janeiro: Imago.(Originalmente publicado em 1905).

Freud, S. A psicogênese de um caso de homossexualidade numa mulher. Obras completas, ESB, v. XVIII. Rio de Janeiro: Imago.  (Originalmente publicado em 1920)

Freud, S. Lettre de Freud à Mrs N. N...: Correspondance de Freud 1873-1939. Paris: Gallimard. (Originalmente publicado em 1935).

Katz, J. A invenção da heterossexualidade. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996.

Lübke, Katrin, Sylvia Schablitzky, and Bettina M. Pause. Male Sexual Orientation Affects Sensitivity to Androstenone. Chemosensory Perception 2, no. 3, September 1, 2009.

Savic, Ivanka, and Per Lindström. PET and MRI show differences in cerebral asymmetry and functional connectivity between homo-and heterosexual subjects. Proceedings of the National Academy of Sciences 105, no. 27. 2008.

167 comentários:

  1. O texto do início ao fim é bastante esclarecedor. E você fecha com chave de outro ao citar o exemplo de um médico preconceituoso que propõe como medida para aliviar o sofrimento do paciente a troca de peles, retirando a negra e colocando a branca no lugar. Para mim este exemplo esclarece de modo preciso as consequências que uma terapia de orientação sexual pode acarretar.

    Ótimo trabalho, parabéns!

    Abraços.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado, Bruno! Fico contente com suas palavras.

      Excluir
    2. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    3. Acho que você não tem capacidade para debater de frente com Silas Malafaia, ninguém até hoje, nem Gabriela, e nem Jô e todos os outros considerados inteligentes. Silas não é homofóbico, homofobia é discriminar, não concordar com a prática é direito de qualquer cidadão, não podemos ir contra a palavra de Deus. Devemos amar os homossexuais, assim como Jesus nos ensina, pois ele veio para os pecadores, mas ele disse " vás e não peques mais". O meu contador é homossexual, é amigo, mas nem por isso eu devo concordar com a prática. Devemos entender também que a prática da homossexualidade é pecado como a pratica da mentira, prostituição, inveja, fornicação e outros. É como Jesus disse "atire a primeira pedra quem não tem pecado". Não devemos maltrata-los devemos ama-lo como qualquer cidadão.

      Excluir
    4. É péssimo ler uma opinião de uma pessoal que só pensa em defender algo que ela acha que está certa,sem precisar estudar sobre o assunto " a homossexualidade é tão normal quanto o bissexualismo...'' A minha opinião sobre a religião é o seguinte : Somente Deus pode julgar ou dizer se algo é pecado ou não,assim como você vai prestar conta com ele eu também irei... Então faça igual a mim implore a misericórdia dele porque no fim somos apenas pecadores tentando não errar(algo impossível).

      Excluir
    5. Anônimos, peço que entendam que: RELIGIÃO NÃO SERVE DE PRAXE PARA VOCÊ NÃO CONCORDAR, OU JUSTIFICAR, MEIOS, FINS E PRECONCEITOS, agradecido.
      E Pedro, esclarecedor esse texto, agora mi bejaaaaaa. Mentira, pode ficar de boas

      Excluir
    6. Olá, como vai? Primeiramente agradeço pelo texto, me parece bem fundamentado. Com exceção de uma parte: quando você fala da mudança de orientação sexual. Segundo seu texto, com base em outros argumentos, você diz que o tratamento causa efeitos negativos no paciente/cliente.
      Ok... bom, e quanto às teorias, também dé algumas vertentes da Psicologia, de que a homossexualidade seria uma resposta à uma carência afetiva em relação ao mesmo sexo? Como o menino que nao teve afeto e aprovação do pai, por exemplo. Segundo essa teoria, é essa carência e falta de afirmação sofridas na infância desencadeiam um quadro de depressão, baixa auto estima e constante insatisfação. Procede?

      Excluir
    7. Ops, respondendo por ele creio q sim.
      E digo de forma pessoal, eu sou gay e estou bem resolvido a respeito, porem sempre me questionei se meu Amor e atração por outros homens seria uma forma de suprir minha carência infantil do masculino. Fui criado por pai e mãe tenho irmão e meu pai é presente porem ele é meio 'turrão' nao demostra muito o afeto. Talvez por ser mais sensível senti maior carência que o meu irmão hetero. Talvez eu esteja tentando compensar. Vejo o sexo como forma de expressar meu carinho, não faço sexo por sexo. Creio q tu podes direcionar sua energia sexual a partir desta 'carencia ou super apego' e isto é uma possibilidade que o texto nao anula pois isto é uma interação de fatores.

      Excluir
    8. Li todo o texto, achei muito esclarecedor, inteligente, e com embasamentos verdadeiros. Mais oque me deixa muito triste são pessoas de mente tão pequena e de pensamentos tão ossessivos, relacionados a religião. Gente espiritualidade é pessoal, o canal que você busca para se encontrar com Deus é individual, não estimule mais o ódio nas pessoas, pois oque gera o sofrimento é a represália, então respeite, você convivi num mundo gigante, com variedades de cultura e crenças e preferências, nessa nossa vida o importante é você buscar a sua própria felicidade, sem ficar no achismo, amplie mais sua mente, pense mais... Saia do automático. E respeite as escolhas de cada um, apartir do momento que não cause mal algum a ninguém.

      Excluir
  2. Muito bom, Pedro! Parabéns pelo texto. Pensando na lógica do discurso de alguns pastores para defender a "reversão" sexual, e de onde eles tiraram essa lógica, imagino que eles próprios tenham uma certa facilidade para transitar entre suas homo e heterosexualidades, podendo, por conseguinte, escolher se se relacionarão com homens ou mulheres.

    Abraços,

    Rodrigo Oliveira

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Rodrigo!

      Pois é, esse seu comentário me lembrou aquele site que lista os homofóbicos que mais tarde descobriram ser secretamente homossexuais:

      http://gayhomophobe.com/

      Excluir
  3. Ótimo o seu texto, Pedro. Muito esclarecedor!

    ResponderExcluir
  4. Muito bom Pedro, mais uma vez parabéns pelo texto.

    Abraço.

    Marcelo Azevedo

    ResponderExcluir
  5. Li o texto e ele me deu mesmo o que pensar, principalmente sobre a questão de ninguém nascer heterosexual ou homosexual... Ainda estou fermentando o que li, e talvez leia mais uma ou duas vezes antes de voltar aqui com perguntas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom que deu o que pensar. Espero que realmente volte com as perguntas.

      Excluir
  6. Bem legal o texto, bem esclarecedor e tocou em muitos pontos importantes!

    Mas confesso que fiquei um pouco decepcionado, e a culpa não é sua. Quando li a pergunta (antes de ler o texto) "O que a Psicologia tem a dizer sobre a homossexualidade?", se eu próprio tivesse que responder com base no que já li e estudei sobre Psicologia, minha resposta seria "muito pouco, quase nada". E a resposta que tive lendo o seu texto foi mais ou menos essa.

    No seu texto, o problema é lançado de forma bastante adequada: a homossexualidade é tão natural quanto a heterossexualidade, e é necessário explicar uma assim como é necessário explicar a outra. O que diria a Psicologia sobre a heterossexualidade?
    Então você fala do fator genético, já apontando que os genes não determinam nada, só contribuem - e essa é uma fala mais de geneticistas do que de psicólogos, pois são eles que estudam isso. Mas acaba aí. De fato não há muito a ser dito sobre o que de fato leva à homossexualidade em termos de interação ambiental. O que você falou de passagem como especulação, como "podem vir a se orientarem como homossexuais se, por exemplo, tiverem experiências muito prazerosas que estão associadas a pessoas do mesmo sexo" não me parece muito convincente, e como dito, tem um teor mais de especulação, não é de fato uma proposição da Psicologia.

    Nesse sentido acho seu texto semelhante ao do Mallott sim... é muito político, mas não necessariamente teórico ou informativo.

    Como falei, a culpa não é sua, mas da própria Psicologia. Seu texto responde precisamente a pergunta por ele lançada. Não existe muito estudo e nem mesmo especulação teórica sobre relações ambientais que levariam à homossexualidade, ou a qualquer outro tipo de preferência sexual. Acredito que a falta de estudos desse tipo pode ser explicada por motivos políticos mesmo... imagina se descobrem, com algum grau de confiança, contingências que levam à homossexualidade... pensa no tipo de movimento cultural a que isso daria margem! Mui perigoso. Mas o preço que se paga pra prevenir esse perigo é o desconhecimento. E sexualidade vai muito além de homo/heterosexualidade. Há que se entender perversões, parafilias, fetichismos, e pouco se sabe sobre a gênese dessas coisas também.

    Sou um pouco cético quanto às terapias de conversão, e sobre essa coisa de ex-gays. Apesar de você ter comentado que acha possível, você mesmo aponta evidências de que as terapias de conversão parecem não... funcionar. Não concordo com a ideia de que se uma pessoa se diz hetero e faz sexo com pessoas de outro sexo automaticamente ela é hetero. Sei que essa discussão envolveria critérios escorregadios. Mas desconheço bons exemplos, ou científicos ou anedóticos, de pessoas que mudaram de orientação sexual. Para sentir a implausibilidade da ideia, basta perguntar a um hétero "O que você imagina que seria necessário acontecer para você se tornar um gay?". Difícil.

    Por último, sobre a ideia da mistura da interação gene x ambiente, ainda que totalmente plausível, dá margem a um entendimento de que a sexualidade seria algo com um teor de maior... digamos... gradação, e menos 8 ou 80 como ela é de fato. Se a sexualidade fosse um produto de interações complexas que podem puxar a balança para um dos dois (ou mais lados), seria de se esperar que as pessoas tivessem níveis de homossexualidade ou níveis de heterossexualidade, e não que fossem héteros OU homos. Ainda que seja um pouco assim, não é muito assim. Não que isso descarte a noção de interação gene x ambiente, mas o fato de que o produto dessa interação seja algo, no final das contas, bem definido e até certo ponto "padronizado", diz algo sobre como funciona o processo de formação da identidade sexual. Algo a se pensar.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Me desculpe, mas se você acredita que a psicologia tem "muito pouco ou quase nada" a dizer sobre a homossexualidade, então talvez você devesse ler um pouco mais. Começando por Freud, e quem sabe, se você der conta Lacan, que ré-lê fielmente Freud.

      Excluir
    2. Argumentum ad hominem - VOLTE 23 CASAS NO JOGO DA VIDA

      Excluir
    3. Parabéns ao Nicolau pela honesta, necessária e elegante observação.

      Excluir
    4. Antes de tudo, obrigado pelos elogios. As críticas também foram muito bem-vindas e concordo com algumas, pondero outros, como vou tentar explicar a seguir. Se não se importa, vou tentar sintetizar minha resposta a elas em tópicos. Se achar que fui injusto com alguma colocação sua, por favor me corrija.

      - Sobre o fato da Psicologia não saber muito sobre a homossexualidade, acho que depende do que você está esperando. Se espera que sejam descritas situações específicas que causam a homossexualidade, acho que jamais teremos. Não muito generalizáveis, pelo menos. Acredito que podemos descrever contingências específicas que parecem ter contribuído para a homossexualidade de um indivíduo, mas aí já seria estudo de caso.

      Fiquei com a impressão que esperava uma resposta como "homossexualidade é resultado de quando o pai tem relações com o filho na primeira infância". Obviamente, não necessariamente este exemplo, mas no sentido de ser um tipo de coisa que acontece que EXPLICA a homossexualidade. Em contrapartida, eu vim e fiz afirmações genéricas sobre contribuições genéticas e história de vida. Mas não acredito que haja uma explicação específica deste tipo e nada lá muito mais específico do que sinalizei. Fui superficial, mas se aprofundasse iria descrever procedimentos comportamentais já conhecidos. Nada de novo no front (porque não pretende ser um texto que traz um conceito inovador).

      - Sobre eu ter feito especulações, não acho que pressupor princípios básicos da análise do comportamento sejam lá especulações forçadas. Se é possível um organismo aprender a ter aversão à água (onde certamente existem contribuições genéticas para que ela não seja aversiva) e a gostar de limão (que certamente tem contribuições genéticas para que seja aversivo), não é ousado pensarmos que pode-se adquirir repulsa ao sexo ou a um gênero e, ainda mais especificamente, a um gênero no qual "naturalmente" você tenderia a sentir atração. Da mesma forma, podemos pensar que mesmo sem uma sensibilidade inata ao contato sexual com membros do mesmo gênero, isso pode-se tornar prazeroso.

      - Sobre as terapias de conversão, eu deixei os link para algumas pessoas que alegam serem ex-gays e todo um movimento com centenas de pessoas que falam isso (alguns há décadas, outros morreram mantendo que nunca mais foram homossexuais). Explico no texto sobre por que isso deveria ser decisivo para considerarmos que a terapia de reorientação sexual funciona, mas se quer um estudo mais acadêmico, o próprio documento da APA, que menciono em outro momento, faz isso. Eles falam dos riscos, mas concluem que a reorientação sexual é possível, embora não seja recomendada devido aos possíveis danos:

      http://www.apa.org/pi/lgbt/resources/therapeutic-response.pdf

      - Sobre a sexualidade ser 8 ou 80, embora tenha ressaltado que é uma impressão imediata, este realmente não é o caso. Existem muitas e muitas orientações sexuais entre homo e heterossexuais e muitas e muitas além destes. Aliás, estas sequer são reduzidas a questão de gênero. Acho mais plausível que essa tendência a polarizar a sexualidade seja fruto de nossa cultura, que não vê lá muito bem gradações sexuais e certamente seria muito punitiva com alguém que diz se considerar heterossexual, mas ocasionalmente gostar de comer travestis. Tudo isso acontece muito, mas é mais escondido e, se não acontece mais, parece plausível pensar que o fato de sinalizar punição contribui para isso.

      Excluir
    5. Eu gostaria de fazer um comentário não tão psicológico, mas algo que é necessário se pensar.
      Se ainda não é clara a causa para homossexualidade, se ainda há muito o que pesquisar, o papel social é combater o que desrespeita, a homofobia, atos de violência e coisas do tipo, agora não concordar também é um direito.
      Porém, como li aqui a respeito de uma terapia para a reorientação sexual, se a ciência não pode fazer de forma satisfatória, deixa a religião fazer.
      Os processos espirituais também são desconhecidos e se um homossexual sabe que existe a possibilidade de não ser mais e ele quiser, com certeza há liberdade religiosa para que busque essa ajuda.
      Agora, demonizar a igreja porque crê que é abominação e um comportamento a ser modificado, não seria também um desrespeito as crenças de um grupo?
      Não é de bom senso ser partidário, sendo que todos podem fazer suas escolhas tanto em querer permanecer ou não homossexual, porém, se decidir não querer ser, que tenha um grupo para ajuda-lo e que o grupo tenha apoio, se obtém êxito.
      Por exemplo, para o cristianismo, o sexo não é tratado como o centro do Universo Uma pessoa pode ser plena e suprida por outras coisas que são tão pouco observadas pela maioria.O processo de santificação não segue os padrões de certo e errado como a sociedade,são outros padrões que envolvem algo além da consciência.
      É uma falha um religioso querer se respaldar na ciência para afirmar a fé, coisa que o Malafaia fez, porque não é o mesmo processo. Não é usado psicologia para uma conversão de comportamento.
      Tenho certeza de que a religião também precisa amadurecer conhecimentos de suas próprias crenças para oferecer a sociedade algo mais coerente, assim como em outras áreas.Este processo de restauração de bases da fé é algo que acontece no meio religioso, embora muitos não saibam disso.
      Falo com propriedade que se as coisas estão como estão é por falha da Igreja, por não fazer seu papel e estar sempre atrasada e desfocada. Se a Igreja acordar, um psicólogo pode dormir tranquilo porque sabe que no fundo, essa questão não é um problema que ele possa resolver Assim como um médico não pode resolver uma morte cerebral, não pode ressussitar um morto depois de 3 dias, coisas do tipo.A fé tem grande poder de transformação sem sequelas, mas isso não vai ao ar na Marilia Gabriela

      Excluir
    6. O Psicólogo ou Psicanalista deve ser neutro no apoio a esta ou aquela opção (mesmo sendo hetero), se atendo ao apoio ao paciente. Sem se posicionar pelo hétero ou homossexualismo, pois a funcionalidade da Psicanálise não é modificar e sim levar a uma aceitação da condição de cada um, resolvendo assim o conflito, para desta forma conseguir uma vida mais feliz.
      Quanto a religiosidade, existem Psicólogos e Psicanalistas que seguem sim uma orientação Religiosa mais voltada para a Teologia Dogmas da Religião que seguem. O que não deixa de ser a "sua orientação sexual/religiosa". Pois um menino que é criado dentro de uma fé arraigada de pais hetero /Cristãos, em sua maioria irá seguir na fase adulta tais ensinamentos e ao se formar na profissão, sempre irá buscar todas as vertentes que pendam para sua orientação Cristã (não obrigatoriamente), salvo algumas exceções, mas estes certamente tem tendências homossexuais ou bem liberais e não continuarão na mesma religião.

      Excluir
    7. O Pastor Malafaia fala mais Teologicamente, defendendo a sua fé e seguindo os preceitos de sua Religião.
      Não creio que a Religião Católica, Batistas, Judeus, entre outras vão se curvar a ciência, pois há milênios resistem em seus Dogmas e isto seria uma negação da fé e dos ensinamentos a qual seguem.
      Exemplo disto é a versão religiosa para a criação do mundo pela ótica Cristã - Adão e Eva - bem diferente da científica. Uma questão d fé.


      Excluir
    8. Crente qualquer um vira. Heterossexual só se já nasceu assim.

      Excluir
    9. Lica sales amei sua colocacao! Existe uma coisa chamada diversidade! Diferencas! Pluraridade! Enquanto nao respeitarmos essas condicoes , nao saberemos nunca o que e o amor! Ou amar! Nosso semelhante! Ninquem pese pra ser homosexual! Ou escolhe ! Nao e opcao! E bem diferente e uma condicao! Pois uma classe tao maltratada, morta, discriminada! Nao opitaria! Ok 👍 Deus e amor e da livre harbitrio de sermos felizes!

      Excluir
    10. Excelente pedro sampaio! Esse assunto afugenta tanto as pessoas! Kkk sexualidade !!!!

      Excluir
    11. com base no que li homosexualismo e hetrosexualismo e um comportamento aprendido

      Excluir
  7. Só complementando, entendo que o próprio intuito do texto era predominantemente político, de desarmar as pessoas que querem esconder preconceito por trás de um cientificismo tosco, e nesse sentido achei ele lindo e extremamente eficiente. Mas por ser chato e pouco politizado, acabei me atendo mas às questões teóricos, que acho que geram debates mais interessantes. :D

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ah, minha tendência geral é mais próxima da sua também. Depois podemos combinar debates exclusivamente teóricos a respeito. Mas imagino que o máximo que vamos conseguir é especular exemplos de contingências, de histórias de vida ou de filogenias, que poderiam produzir comportamentos homossexuais.

      Excluir
  8. Nicolau, em uma das suas críticas ao texto do Pedro, você diz que:
    "(...) a ideia da mistura da interação gene x ambiente, ainda que totalmente plausível, dá margem a um entendimento de que a sexualidade seria algo com um teor de maior... digamos... gradação, e menos 8 ou 80 como ela é de fato."
    Essa crítica me chamou atenção, pois, até onde eu saiba (e me corrija se eu estiver errado), não há evidências científicas que a suportem. Sei que estamos intuitivamente mais inclinados a presumir que esse seja o fato, mas também o estamos a presumir que o heterossexualismo é mais "natural" que o homossexualismo. Como você mesmo ressalta, a Psicologia ainda sabe muito pouco sobre a sexualidade humana e isso é verdade, inclusive, em relação à existência ou não de uma "gradação" da sexualidade. Até que exista evidência científica que corrobore uma posição a esse respeito, não podemos assumir que não existam "níveis" de homo ou heterossexalidade. Mesmo porque, se nos basearmos no senso comum, ao mesmo tempo em que a homossexualidade é tratada como algo que ou a pessoa é ou não é, também é comum se classificar os homossexuais como sendo mais ou menos gay.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo, falei mais numa base intuitiva do que numa base científica... mais baseado em observação diária, que pode estar completamente errada.
      Mas também não há base científica nem mesmo para determinação ambiental da sexualidade. Sei lá, não há nada que descarte, por exemplo, que a sexualidade é determinada por uma mistura de genes e alimentação.
      Eu entro mais no campo da especulação (sabendo que é perigoso) e da observação do que a gente vê no senso comum (também perigosa) porque o que existe de base científica para falar disso é pouco, quase nada.

      Excluir
    2. O que estamos chamando de base científica? Se olharmos todo conhecimento que já foi produzido em relação a interação entre organismos e ambiente, existe sim BASE científica para afirmar a existência da relação sexualidade X ambiente.
      Com relação a questão do 8 ou 80. Eu creio que todo fenômeno ocorre em diferentes graus, existem graus diferentes de homo e heterossexualidade. O que da a aparência de 8 ou 80 para a sexualidade são as exigências culturais para esse tipo de classificação. Uma pessoa que só manteve uma relação homossexual na vida pode ser chamada de homossexual? Isso vai depender do grupo cultural em que ela está inserida.

      Excluir
  9. Pedro: parabéns, muito bom o texto, apesar de não ter qualificações para julgar. Ouvi um psiquiatra na televisão falar mais ou menos o a seguir (em uma mesa redonda de entendidos): após ouvir um psicanalista falar que levou 4 anos para definir com um cliente se ele era ou não homossexual (com o cliente querendo saber). Falou: eu defino em uma sessão se de fato o cliente estiver querendo saber a verdade (e for verdadeiro). Pergunto a ele: você tem atração por homem ou por mulher, já se viu beijando um homem, tem atração por pênis de outro homem, tem atração sexual por seios, bunda, pernas de mulheres? Fiz um resumo não muito real, mas a fala foi por aí. Ele até falou: já pensou em um outro homem fungando na sua nuca? Se sim você é homossexual. Fiz um ressumo não muito fidedigno (faz muito tempo que ouvi isto). Mas foi por aí.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O psiquiatra tentou pagar de bonzão e falou besteira. Isso é muito comum. Tende a agradar ao público alguém que parece descomplicar tudo e reduzi a questão àquilo que o público geral acredita. Seria muito bom se fosse realmente simples assim, mas não é.

      Podemos sentir atração sexual por muitos motivos diferentes e desejar coisas diferentes em momentos diferentes. Podemos sentir atração por ambos os sexos, muita atração por mulheres e pouca por homens, muito por ambos, pouquíssimo por ambos, fora os travestis, transgêneros, tipos específicos de homens e mulheres. Nossa sexualidade não é preto no branco assim.

      Excluir
  10. Melhor texto já escrito sobre o tema

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado, Marcelo! Fico realmente lisonjeado!

      Excluir
  11. Achei o texto bastante coerente e sensato em diversas colocações. Eu concordei em diversos aspectos, a homossexualidade é tao natural quanto a heterossexualidade, que temos uma sexualidade que é flutuante que não é engessada, podemos nos identificar com diversas orientações no decorrer de nossas experiências, pois nossa subjetividade também é dinâmica, sendo a sexualidade a expressão de nossa subjetividade.
    Eu gosto de dizer que o corpo não define o gênero que por fim não define a orientação sexual, são instâncias independentes e transitamos por elas à todo momento.
    a sexualidade em si é algo que não é exato, na minha opinião não poderíamos discuti-la tendo como base somente a genética, visão biológica, etc, na minha opinião é algo muito complexo que faz rede e diversas conexões com diversas áreas e que a moral religiosa atrapalha o entendimento da sexualidade, uma vez que só entra no discurso só para receber ataques, e coisas do tipo hehehe

    ResponderExcluir
  12. nem parece texto do Pedrão Ogrão

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito bom texto Pedro.
      Um pouco grande para padrões da internet, mas entendo tratar-se de um artigo que buscou atingir uma profundidade diferenciada frente às bobagens que se encontra na internet.

      Meus parabéns.

      Excluir
    2. Valeu, gente! Fico contente com os elogios e até as reações de surpresa.

      Excluir
  13. Quando vi o tamanho, duvidei que fosse conseguir ler ele todo, por ser mal escrito ou falar bobagem demais. Porque assim são quase todos os textos da internet, ainda mais de blogs pessoais.

    Mas, rapaz, meus parabéns. Que texto relevante, lúcido e bem escrito. Rogo que continue escrevendo, com dedicação e honestidade como fez neste, que fará um favor a todos. Tentarei continuar acompanhando seus escritos.

    Luiz Vicente.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Luiz. Muito feliz com suas palavras e certamente são incentivo para continuar e aprimorar. Valem muito, especialmente vindo de você.

      Excluir
  14. Fantástico! Concordo em gênero, número e grau! Bem escrito, fácil de ler e interessantíssimo!
    Parabéns!
    Bjo
    Nat

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito, muito obrigado, Nat! Contente com suas palavras, que tenha lido e gostado!

      Excluir
  15. Olá Pedro,

    Interessante texto. Acho muito pretensioso de sua parte tentar escrever um texto sobre o posicionamento da Psicologia, sendo que aborda apenas duas teorias psicólogicas. Entendo que pode ter sido uma questão de limitação do texto, mas acho que isso teria que ser devidamente sinalizado, uma vez que a psicologia é uma ciência plural, e, deste modo, as outras abordagens também fornecem explicações ou pelo menos discussões acerca deste assunto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Ligia!

      Agradeço sua crítica construtiva. É realmente ousado dar o título que dei ao texto, como comento desde o começo. No entanto, sua crítica seria ainda mais pertinente se conseguisse me apontar que tipo de coisa que eu ignorei que seria muito importante para a questão (independente da linha teórica).
      Do contrário, passa a impressão de uma afirmação fruto apenas de um alerta emitido por eu ter falado sobre a psicologia de modo geral, mas sem ser capaz de colocar o dedo aonde está o problema nisso.

      Obrigado.

      Excluir
    2. Olá Pedro,

      como você mesmo disse, meu comentário tinha como objetivo ser uma crítica construtiva. Levantei a importância de considerar outras abordagens porque acredito que algumas de suas afirmações não se estendem a outras teorias, e acho injusto você afirmar que buscou "se ater ao que até então temos bons motivos para acreditar". As demais propostas psicológicas não são confiáveis? O que torna uma abordagem mais confiável que outra? Recorrer a este tipo de explicação pode acabar contribuindo com visões estereotipadas das demais teorias. Acho que ao invés de fazer isso, seria mais interessante apontar que é possível discutir essa temática sob diferentes perspectivas, considerando as potencialidades de cada uma. Acredito que não cabe aqui especificar as diferentes formas de abordar essa problemática a depender da teoria adotada, fica o alerta apenas para que possamos promover um diálogo respeitoso dentro da ciência psicológica.

      Excluir
    3. "porque acredito que algumas de suas afirmações não se estendem a outras teorias"

      Pois então, Lígia, seria importante se me dissesse quais razões tem para acreditar nisso.

      "Acredito que não cabe aqui especificar as diferentes formas de abordar essa problemática a depender da teoria adotada, fica o alerta apenas para que possamos promover um diálogo respeitoso dentro da ciência psicológica. "

      Penso que cabe sim especificá-las, já que, apesar da pretensão, acredito ter sido bem sucedido ao falar coisas que as teorias psicológicas mais creditadas estariam de acordo. Se não o fiz, é mister que aponte.

      E não acredito ter sido desrespeitoso com nenhuma teoria e inclusive ter justamente colaborado para este diálogo que defende. Se discorda, novamente, por favor me aponte por quê.

      Excluir
  16. Parabéns Pedro, não sei se me enquadro entre gregos ou troianos que ficaram "decepcionados" (historiadores dizem que ambos tinha relações "homoafetivas", apesar de não poderem ser classificadas como "homossexuais").
    Por aparentemente não pender nem para um lado nem para outro, não me parece de cunho político, apesar de ter consequências políticas (como qualquer texto científico).
    Como falaram acima, vou ler e reler algumas vezes para digerir alguns argumentos que achei bastante consistentes e que eu nunca tinha parado para refletir ( como exemplo a possibilidade de mudar o comportamento sexual - existe diferença entre comportamento e orientação sexual?).
    Concordo plenamente com o Nicolau de que há pouco de dados científicos que expliquem a sexualidade humana, a provocação dele foi bastante enriquecedora ao debate.
    Enfim, o melhor texto que li sobre esse tema!!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Maelison!
      Contente que tenha gerado estas reflexões - e volte aqui com elas mais amadurecidas - e os elogios!

      Excluir
  17. Cada pessoa tem a sua frequencia pessoal, que é a resultante da frequência dos nossos cromossomos, que varia com a temperatura e o estado emocional.
    Na fusão dos gametas, ocorre o batimento das frequências dos pais, resultando uma frequência intermediaria que será a do filho (a).

    No sexo feminino predomina as frequências altas, no masculino as baixas, porque os espermatozoides são produzidos e conservados fora do corpo numa temperatura mais baixa 2 ou 3 graus. Quando a frequência do nasceturo se citua no meio, o sexo será definido pelo meio que o individuo se desenvolver.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Ivo!

      Bom ver que decidiu escrever aqui também.

      Embora você já tenha respondido isso pra mim, seria bom se explicasse aqui também o porquê de trazer estas informações. Assim talvez possamos ter um debate mais qualificado.

      Excluir
  18. Alexandre Dittrich13 de março de 2013 22:26

    Excelente texto. Assino embaixo.

    Acho que ainda que temos muito por descobrir sobre os fatores da história de vida que tem maior peso na orientação e identidade sexual. Aparentemente, experiências da primeira infância têm um peso muito grande - considerando, por exemplo, o fato de que a maioria dos homossexuais "se descobre" como tal, não escolhe, etc. Mas ainda não sabemos que experiências são essas, e como agem, para além da especulação.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Alexandre!

      Acredito que a hipótese de organismo modificado + história de vida explique bem isso. Um organismo que tenha maior suceptibilidade a ter seu comportamento reforçado com o contato com algo e ao mesmo sexo (como os hormônios, mencionados no texto), certamente têm maior probabilidade de "descobrirem-se" homossexuais.

      Como respondi ao Nicolau, não acredito na possibilidade de uma explicação mais específica e que englobe a grande maioria dos homossexuais do que as que levantei aqui.

      Excluir
  19. https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=530161743703382&id=358569434154179. O que pensa sobre esse tema?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não li o livro, mas já assisti ao docmentário a respeito:

      http://www.youtube.com/watch?v=wCPsgk9NqeE&list=PLA726E7AC710C848C&index=16

      Como poderá ver pelo documentário, é uma questão ainda mais complexa do que parece no breve texto que linkou. Tenho sim, uma opinião a respeito e, acredito, bem embasada. Mas acho que não cabe aqui, teria de ser imprudentemente sintético.

      Algo que posso adiantar é que acredito que esteja sendo traçada uma falsa dicotomia nesta questão.

      Excluir
  20. Gostei bastante do texto. Ficou muito bem escrito e esclareceu algumas coisas. Gostaria de comentar que concordo com o apontamento do Nicolau (que surpresa ver você por aqui) e também achei pertinente a observação da Ligia Coutes, que foi bem na direção do que eu tinha para comentar. Eu acho que seria importante lembrar que, embora Freud tenha sido muito importante para a psicologia, ele é mais um representante da psicanálise do que da psicologia, e há uma diferença entre essas duas áreas. Muitos psicólogos hoje sustentam que Freud trabalhou sem uma boa base epistemológica. Como o próprio Freud enfatizou, tudo que ele "descobriu" foi com base na prática clínica. Existem várias correntes da psicanálise, e várias perspectivas na psicologia. Um artigo com o título que você deu realmente dá a entender outra coisa. O título que eu acharia mais coerente com o texto seria "O que a psicanálise freudiana tem a dizer sobre a homossexualidade".

    Outra observação que eu teria para fazer é quanto às analogias que você usou. Para mim, esta analogia entre homossexualidade e sinistrismo é bastante inadequada. Mas no final do artigo me surpreendi com a analogia entre homossexualidade e cor da pele, já que contradiz todo seu argumento. Entendo que o ponto era quanto à discriminação, mas mesmo assim você poderia ter encontrado um exemplo melhor. Acho que o exemplo da aversão por água ou gosto por limão seria mais adequada. E acho que, seguindo a raciocínio que você apresentou na primeira parte do texto, a conclusão poderia ter sido bem diferente, mas parece que aí sim falou mais alto a posição política, pois você poderia ter sugerido que também existem processos sociais que, de certo modo, agem como uma "terapia de conversão" no sentido da heterossexualidade para a homossexualidade, e parece que apenas os críticos do movimento gay tem se preocupado com isso, de modo bastante exagerado, mas o seu post também indica que isso pode acontecer.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Janos, pelos elogios! Fico contente com eles.

      Sobre seus apontamentos:

      "Eu acho que seria importante lembrar que, embora Freud tenha sido muito importante para a psicologia, ele é mais um representante da psicanálise do que da psicologia, e há uma diferença entre essas duas áreas."

      Estou ciente disso e na verdade são mais os psicanalistas quem advogam isso do que seus críticos. Mas discordo dessa perspectiva. Não vejo razões para separar a psicanálise do resto da psicologia (além de estar muito desatualizada, mas também estão dezenas de outras teorias que não recebem essa contestação). O próprio Freud colocava a psicanálise como parte da Psicologia.

      "Muitos psicólogos hoje sustentam que Freud trabalhou sem uma boa base epistemológica."

      Para ser bastante sincero, acredito que, com exceção do behaviorismo radical, nenhuma teoria psicológica trabalha a partir de uma boa base epistemológica. O próprio cognitivismo, hoje teoria mais popular dentro da Psicologia, é uma abominação epistemológica e foi sendo construída aos trancos e barrancos, como admitem os poucos cognitivistas preocupados com isso.

      Na psicanálise, acho sua epistemologia bastante caótica e foram feitas tentativas dignas de sistematizá-la. A melhor delas, a meu ver, é o livro do Assoun chamado "Epistemologia Freudiana".

      "Existem várias correntes da psicanálise, e várias perspectivas na psicologia. Um artigo com o título que você deu realmente dá a entender outra coisa. O título que eu acharia mais coerente com o texto seria "O que a psicanálise freudiana tem a dizer sobre a homossexualidade"."

      Como disse à Ligia, apesar da pretensão de minha proposta, acredito te-la cumprido. Se acredita que o que disse vai contra o que algumas teorias psicológicas que conhece apontam, por favor traga-as para mim.

      Não acho que o título sugerido seria apropriado. Remeto a Freud apenas para refutar a afirmação do pastor de que Freud defende algo. Menciono ele também como precursor de algumas visões hoje bem aceitas pela psicologia, mas não faço meu texto a partir da psicanálise (ainda mais porque não sou psicanalista, mas um feroz crítico desta, como muitos textos deste blog ilustram). Afora isso, trago o relatório da APA, que pretende responder pela psicologia como um todo, e princípios básicos do comportamento - que desconheço alguma teoria que discorde.

      "Outra observação que eu teria para fazer é quanto às analogias que você usou. Para mim, esta analogia entre homossexualidade e sinistrismo é bastante inadequada. Mas no final do artigo me surpreendi com a analogia entre homossexualidade e cor da pele, já que contradiz todo seu argumento."

      Não acho que contradiz, porque a analogia com o sinistrismo foi para ilustrar um determinado ponto a respeito de contribuições genéticas. É uma analogia bastante específica e não faço equivalência geral entre homossexualidade e canhotismo. Ao final, utilizo uma analogia mais apropriada para falar de um outro ponto.

      "E acho que, seguindo a raciocínio que você apresentou na primeira parte do texto, a conclusão poderia ter sido bem diferente, mas parece que aí sim falou mais alto a posição política"

      Sim, admito isso. Alguns disseram que gostaram do meu texto por causa de sua neutralidade, mas não cultivo estas ilusões e nem as busquei. Meu texto evita ser muito injusto com as diferentes posições, mas posiciona-se claramente para um lado do debate. Chego a explicitar isso mais de uma vez, como quando digo "É com muito pesar que devo dizer que o pastor parece estar com a razão a esse respeito;".

      Excluir
    2. Sua resposta foi muito boa e não tenho mais o que comentar. Obrigado.

      Excluir
  21. http://senadorsaonline.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este não sou eu. Nem abri o link, aliás, por receio de ser vírus.

      Responderei a todos em breve.

      Excluir
  22. Pedro, interessante o texto. Uma defesa puramente moral e política da liberdade dos homossexuais, como você propõe, parece mesmo para nós, homossexuais, um desafio. Ainda que você relativize também a hegemonia da atração heterossexual, esta ainda está, no nosso imaginário, ligada a conceitos que nossa cultura considera positivos, como de saúde, natureza, divindade, pureza, virtude. Por isso que uma relativização nesse terreno encontra resistência, porque de todo modo é mais fácil acreditar que a sexualidade minoritária é doente, artificial, adquirida, o que leva à sensação de um erro e sentimento de culpa.

    Quanto aos resultados da terapia de conversão, existem também ex-ex-gays, gente às vezes do "front". Nos EUA gente que integrava o EXODUS (http://www.youtube.com/watch?v=v2PLPyKmtas), e no Brasil uma pastora chamada Lanna Holder são exemplos.

    Abraços.

    PS: o estilo do texto está muito bom!

    ResponderExcluir
  23. ta melhorando a escrita e o encadeamento de ideias, continue assim

    ResponderExcluir
  24. Excelente!
    Taí um texto que eu gostaria de ter escrito. Crítico, claro, rico e com humor. Ótimas ponderações sobres os principais pontos da polêmica do momento. Nós psicólogo precisamos mesmo nos posicionar mais sobre o tema (puxão de orelha mais intenso para os analista do comportamento).

    Sobre o ponto mais tenso do seu texto (as terapia de reorientação): muito feliz sua colocação. Uma leitura atenta e sem julgamentos permite compreender que é uma possibilidade sim, mas que nem toda possibilidade deve ser efetivada. Difícil falar sobre isso sem soar preconceituoso e acho que você foi muito habilidoso nas reflexões. Fico feliz que você tenha tido coragem para expor isso. Se negarmos a reorientação estaremos negando princípios básicos da Análise do Comportamento. E ao defender que ela é uma prática que não deve ser implementada, estamos resguardando certa honestidade teórica e sendo éticos com os instrumentos de transformação que dispomos e suas consequências.

    E acrescento: toda essa discussão transcende o campo individual diretamente para discussões acerca da cultura. Esse, acredito eu, seja nosso principal desafio: intervir e planejar práticas sociais que aumentem a probabilidade de pessoas com comportamento homossexual não sejam alvo de controle coercitivo. O que adoece, não é orientação, mas sim a desorientação cultural a qual estamos submetidos. O que deve ser tratado não são indivíduos homossexuais, mas uma cultura pouco preparada para interagir com seus membros.

    Ótimo trabalho, merce ser publicado. ^^

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É muita teoria e pouca objetividade real e com finalidade a ajudar realmente as pessoas. Escrevem textos a fim de satisfazerem seus proprios egos e não direcionados a algum resultado específico.... Não existe controle coercitivo amigo, mas sim uma vontade propria de deixar o sentimento homossexual de fora de nossas vidas, por pura vontade propria de muitos. Seria interessante voces cessarem de serem porta vozes de todos os homossexuais, porque nem todos lhes outorgam poderes para isso. Nem todos querem ser gays, grande parte quer ter uma filha normal. Sim NORMAL: PAPAI MAMAE FILHOS ETC...

      Excluir
    2. correção : ao inves de "filha" é VIDA

      Excluir
    3. Concordo com o comentário do amigo a partir do que ele diz sobre vontade própria de deixar o sentimento, e gostaria, como uma curiosidade, de saber se o autor do artigo Pedro Sampaio, concorda em deixar alguém com este tipo de motivação padecer numa sexualidade que lhe desagrada e atrapalha, em nome de não lhe reforçar o preconceito.

      Excluir
    4. "Escrevem textos a fim de satisfazer seus próprios egos.." Da mesma forma que você apenas tece críticas porque o texto não satisfez o seu?!
      Adotar um posicionamento político, moral, ético, não implica necessariamente em abrir mão de toda a objetividade ou cientificidade. Isso mesmo!! Se você acredita que essa tal "neutralidade" realmente exista, está muito enganado, é impossível dissociar nossas opiniões pessoais dos nossos juízos, mas isso não impede que possamos também ser objetivos e com sensibilidade suficiente para entendermos outros pontos de vista.
      "Por pura vontade própria de muitos..." Melhor especificar esse "muitos", "quantificar", pois o mesmo argumento que o usa é via de mão dupla, então te devolvo a pergunta: Quem foi que lhe outorgou o poder para ser a voz de todos os homossexuais?
      Sim, concordo, nem todos querem ser homossexuais, seja por pressão social, seja por escolha pessoa, ou o motivo que for, mas meu amigo... QUEM ESTÁ TE IMPEDINDO DE TER A SUA FAMÍLIA NORMAL??
      Ninguém obriga ninguém a ser homossexual, se você veste a carapuça e aceita seus interesses pelo mesmo sexo é algo restrito a sua esfera pessoal, e digo mais, como seres, TEORICAMENTE, capazes de discernir entre as escolhas mais adequadas socialmente, nada impede a sua pessoa de casar com queira, e ter quantos filhos quiser!
      O que está esperando para fazer aquilo que tanto deseja? O que está esperando para ter a sua família? Que alguém lhe diga "Oh, finalmente encontramos a cura gay!" ??
      Se você se interessa pelo mesmo sexo e não gosta disso, não aceita, então procure ajuda psicológica, o seu problema é mais interno do que qualquer outra coisa, é um problema de aceitação. E NINGUÉM o impede de procurar a devida ajuda para isso.
      Agora... não espere que a comunidade médica e psicológica vá na direção contrária de tudo que os estudos recentes indicam, a de que homossexualidade não é doença, apenas para satisfazer esses "muitos" que nem ao menos foram quantificados ou qualificados pela sua pessoa, apenas para satisfazer o SEU EGO.
      A homossexualidade é para você uma desvantagem? Não quer ser gay, não quer sentir seja lá o que sente? Quer uma família convencional?
      Ótimo, vá ter a sua vida, faça suas escolhas, para aquilo que considera socialmente adequado, procure o psicólogo que quiser para te ajudar a entender sua situação, agora, não espere que a ciência, a biologia, a psicologia, ou até mesmo a medicina lhe dê respostas que não são verdadeiras apenas para te dar paz de espírito.

      Excluir
  25. Pedro, seu texto ficou perfeito. Você tocou em muitos pontos importantes e deixou espaço para que pensemos... Muito interessante mesmo, estou lendo ainda os comentários tanto aqui quanto do Facebook e assim que eu puder voltarei com algumas questões. Parabéns :)
    Abraços.

    ResponderExcluir
  26. Um pouco político, pretensioso, mas interessante!
    Falou de psicologia, epigenética e etc.
    Não tenho competências psicológicas para julgá-lo, mas acredito que a homossexualidade é algo extremamente complexo.
    Nossas evidências científicas ainda engatinham diante desse emaranhado...

    De qualquer forma, uma boa discussão.

    Abraço,

    Clara

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E voce tem razão, ainda engatinha e vai permancer assim muito tempo. E não é tão emaranhado assim. O problema é que não permitem aos gays como eu, querer trabalhar isso e sair do buraco, pois dizem o tempo todo que é normal: Normal para quem não é ou para quem quer ficar nessa porcaria.

      Excluir
  27. Bom. Quero agradecer por me ajudar a formular mais conceitos a respeito deste assunto. Muito embora eu seja contra o homossexualismo, entendo que há muito mais coisas envolvidas neste contexto. Permaneço em constante aprendizado.

    Daniel Rosa Nunes Cunha

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Daniel, não forme conceitos a partir desse texto, pois seus conceitos estarão equivocados. Sou gay e não gosto. E luto contra isso por vontade propria e não porque a sociedade me reprime. Sou muito consciente para me deixar envolver por repressão externa. Então, leia outros trabalhos para formatar melhor seus conceitos.

      Excluir
  28. Apresenta ideias complexas de maneira acessível e é deliciosamente bem escrito. Meus parabéns pelo texto!

    ResponderExcluir
  29. (A sexualidade nao tem base biológica...), e tudo mais...
    a princípio parecia um texto esclarecedor no entanto eu li as criticas e fiquei meio connfuso.
    mas é um texto muito interessante. parabéns!

    ResponderExcluir
  30. Gostei,pela primeira vi um texto totalmente imparcial sobre o assunto. Parabéns!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Amigo, em ofensas, mas não vi nada de imparcial no texto do rapaz. So vi um leigo e não homossexual escrevendo um monte de teorias. Sou homossexual e não vi nada disso. Me desculpe.

      Excluir
  31. Acho que essa parte não faz sentido:

    "- Ao legitimar a terapia de reorientação sexual, mesmo se aliviarmos o sofrimento do nosso paciente, estaríamos contribuindo para a manutenção das convicções que condenam injustificadamente a homossexualidade e, consequente, produzem grande sofrimento em tantos outros homossexuais que existem ou ainda existirão. Estaríamos optando por consentir com aquilo que causa tanto sofrimento e suprimindo aquilo que é natural. Alimentaríamos o ciclo de sofrimento sendo que podemos contribuir para seu fim."

    Pois se a iniciativa do tratamento partiu do próprio paciente homossexual, em que isto atinge os outros homossexuais? Ninguém seria obrigado a se tratar. Além disso parte do princípio de que o único motivo para alguém não querer ser homossexual é a influência religiosa. É como se aqui já se tentasse limitar as motivações para um homossexual querer deixar de ser homossexual.

    Se for possível uma transformação de sexualidade de homo para hetero ou vice-versa, me parece que o mais adequado seria deixar o paciente escolher. A motivação dele cabe somente a ele e isso não interfere na opção e outros pacientes.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não ache, Bruno, vc tem toda a razão! Em dois parágrafos vc destruiu a conclusão do autor. Parabéns pelo comentário e pelo seu senso afinado às liberdades humanas. É de pessoas como vc que precisamos no congresso nacional! Tem o meu voto! Rs.

      Excluir
    2. O nosso também. Valeu Bruno, vamos fundar o Pelo Direito de deixar o Homossexualismo de nossas vidas!! muito legal o discurso, mas esse cara não esta na pele de um homossexual. Devia conviver uns anos conosco e depois escrever isso.

      Excluir
    3. Sempre pensei da mesma forma a respeito deste assunto. Cabe ao indivíduo as decisões sobre si mesmo.

      Excluir
    4. Você tem razão, desejar mudar a própria sexualidade não significa necessariamente discriminar a dos outros.

      Excluir
  32. Obrigada pelo texto, muito esclarecedor para leigos como eu!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E vai continuar leiga no assunto ou ter ma formação, acreditando no que diz o texto.

      Excluir
  33. Foi pra pastinha de textos especiais do meu email. Não existe neutralidade científica, mas o seu texto se aproximou o máximo possível de um equilíbrio necessário aos grupos tão extremistas e polarizados que vemos hoje em dia. Parabéns pela honestidade intelectual.

    ResponderExcluir
  34. Ótimo texto. Claro e formador de opinião. Continue nos contemplando com pérolas assim. Parabéns.

    ResponderExcluir
  35. "a maior causa de sofrimento com relação à própria sexualidade entre homossexuais é justamente a condenação infundada que sofre em seu meio".

    Pedro, considere que existem homossexuais que se identificam muito mais com elementos religiosos do que com a sua sexualidade (não pelo meio em que estão, mas pela sua consciência individual); e em relação à religião, quem é que pode dizer o que é infundado ou não? certamente que não é vc, mas a própria religião é que afirma os seus fundamentos e os religiosos necessariante aderem a eles - e isso faz parte da identidade do religioso (vc como psicólogo deve saber disso); digo pra vc considerar isso como verdade pq provavelmente vc não saberá reconhecer a verdade dessa afirmação por não ser religioso. Nesse sentido, vc não acha que eles, os "gays religiosos", deveriam ter direito a essa possibilidade de mudança (ou de "diversificação sexual" se não a mudança, tendo em conta o "fenômeno complexo da sexualidade humana") que vc mesmo reconheceu, em detrimento dos interesses políticos de outros homossexuais não religiosos que militam contra à "verdade da possibilidade"? É uma questão de ética e a psicologia como ciência deveria ser isenta nesse sentido e não ficar reproduzindo opiniões políticas na forma dos seus regulamentos (me refiro à resolução do conselho federal que está sendo combatida no momento) e por meio do acesso às mídias. Não se vê nenhum psicólogo, na grande mídia, falando o que vc falou - será que por medo da tal resolução? Essa militância política de cientistas (?) é repudiável a meu ver. Não sou a favor da maioria das declaração dos ditos fundamentalistas religiosos, mas acho que a psicologia, por ser ciência, deveria ser séria e não excludente (excluindo o ser humano livre da terapia que melhor atende à sua necessidade psiquíca), o que parece que não é. Lamentável. Quanto a vc, deixo apenas uma nota quanto à sua honestidade. Parabéns. Embora discorde da sua conclusão. Mas democracia é isso. Deixo essas considerações aqui como advogado. Peço que interprete minhas palavras de maneira amena.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Conheço um rapaz que nasceu em Igreja Evangélica, durante a vida frequentou rigidamente o culto, vivia praticamente apenas a Igreja, e se descobriu Homossexual, me contou que durante anos foi infeliz, chorava, era deprimido, nao se aceitava, até que resolveu se aceitar, hoje nao frequenta mais os cultos, pois entende que nao segue mais a conduta que ali se estabelece, mas continua orando, e praticando sua fé, sozinho!!! Bom, você quer tirar mérito do Pedro por ele nao ser um religioso, que no meu ponto de vista, iria lhe tiraria o equilíbrio de uma opinião com base científica. Mas enfim, o que tenho a dizer é que você certamente não sabe o que é ser homossexual, vc nao sabe o que é se descobrir Homossexual! o que é sofrer com isto...

      Excluir
    2. E por acaso, o cara agora é feliz ???
      Claro que ser homossexual é chato e dificil, mas convenhamos, no meu caso, melhor fugir dessa porcaria que se afundar nessa lama. Então, cada um tem sua escolha e textos escritos por caras como esse, so confundem mais as coisas. O duro é que noso homossexuais viramos laboratório dessa turma de desinformado da realidade do dia a dia. E cara, quer saber, todo mundo sofre, de uma forma ou de outra. Ser homossexual não é o unico sofrimento do mundo. Tem sofrimento de todo lado. Não somos diferentes ou especiais nisso. vamos deixar de ter do de nos mesmos. vamor lutar por nossas vidas, como todo mundo faz. Certo amigo?

      Excluir
  36. Gostei do texto, esclarecedor, como você aponta são questões da psicologia. Gostei de uma pontuação que diz: deixar a igreja se posicionar, assim como cada esfera deve se posicionar. A psicologia é uma ciência, assim como as outras, as vezes o que aparece é que todos agora são homossexuais, penso que a questão é complexa. Tive um professor que dizia: tinha dúvidas, se eu era homem ou mulher, com 28 anos ele decidiu ser homem. Estou expressando minhas ideias, por ex. quem foi homossexual que seja feliz, quem for hetero que seja feliz. O que importa é isso, o que não concordo é levantar bandeiras, a mídia parece fazer uma apologia aos homossexuais. Tenho amigos homo que não são felizes, tem problemas no relacionamento com pai, mãe. Penso ser um assunto ser estudado e respeitado, sem verdade absolutas.

    ResponderExcluir
  37. Olá professor, muito obrigado pelo seu texto, de forma clara e objetiva você respondeu muitas questões que são de extrema importância!O fato é que a sexualidade humana é algo natural e a psicologia enquanto ciência e prática profissional deve se posicionar de um modo que mostre aos indivíduos que sua condição sexual não é motivo de vergonha ou algo que deva lhe causar sofrimento!

    ResponderExcluir
  38. homossexualismo é um comportamento, uma atitude.. nao existe ordem comossômica homossexual.

    ResponderExcluir
  39. Texto bem escrito, mas você cometeu um erro grotesco: se propôs a falar do ponto de vista da psicologia e adentrou no campo genético. Busque foco na hora de redigir, base teórica e científica para não falar besteiras nem "achismos".

    ResponderExcluir
  40. Paranéns Pedro, ótimo texto. Alguns psicólogos têm muito a aprender com a Psicologia Social Crítica, principalmente a se posicionarem perante os fenômenos sociais e a saírem mais dos seus laboratórios. Minha análise sobre as pesquisas acerca da homossexualidade é que, a cultura é que acaba trazendo sofrimento aos homossexuais, nesse caso eu admiro, novamente, o trabalho do pessoal da Psicologia Social, ver essa "doença social" que é a intolerância e lutar contra ela. Os movimentos religiosos têm seus direitos, todavia, temos que perceber quais as consequências dessas práticas religiosas para o sujeito. Divina ou não, a discriminação é injustificável. PS: (apesar de citar a Psicologia Social e admirá-la, sou behaviorista radical)

    Ádonis

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "a cultura é que acaba trazendo sofrimento aos homossexuais."

      Tem certeza disso? E aqueles que simplesmente desejam ter uma família como a de onde vieram, com pai, mãe e seus filhos?

      Excluir
  41. Prezado Pedro. Li na integra seu comentário. Não pretendo ser deselegante, porem existe situações que não dá para atender os requisitos. Seu extenso e bem elaborado texto é bom e inteligente dentro de contornos proprios, mas é realmente fruto mais de filosofo sem ocupação (conforme voce mesmo se autonomina) que de psicologo atuante. Tenho mais de vinte e dois anos em atuação junto a pacientes com disturbios homoafetivos e sob minha otica, seu texto vem ao encontro somente dos ativistas gays. Não atende de fato à realidade e respeito que o assunto requer. Seria interessante voce atuar de fato junto aos homossexuais que sofrem com essa situação e querem mudanças em suas vidas (não porque a sociedade exige, mas por seus proprios valores pessoais) para posteriormente editar textos sobre o assunto. Ponha sua boa capacidade de escrita em prol das comunidades, mas tenha mais conhecimento sobre o assunto. Em geral, pessoas com dificuldades emocionais tem tendencias a aceitar aquilo que lhes pareça mais fácil de viver e não aquilo que devem procurar de fato em suas vidas. Por questões de respeito a pacientes, infelizmente tenho que me manter anonimo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Anônimo!

      Não há problemas se identificar, já que não está dando nenhuma informação que permite identificar seus pacientes.

      Apesar da piada na minha identificação no blog, tenho ocupação. Não acho que o argumento da autoridade ("atendo mais, logo sei mais sobre o assunto") tem lugar no debate - para começar por ser uma conhecida falácia lógica -, mas tenho bastante experiência nisso. Acredito que devido à natureza do meu ofício, poucas pessoas, mesmo com décadas de formadas, têm a mesma experiência clínica. Já atendi centenas (literalmente centenas) de homossexuais com sofrimentos de identidade e repressão sexual, então não são apenas construções teóricas, mas frutos de uma boa experiência profissional.

      Acho, inclusive, que a maioria dos psicólogos clínicos, inclusive com décadas de experiência, irão discordar de você e concordar com o texto, como de fato já concordaram mais acima. A clínica leva fortemente à convicção de que a homossexualidade em si não é um problema e o caminho não é pela reorientação sexual, mas que o problema é social e a melhor maneira de lidar quase sempre envolve aceitação.

      Abraços

      Excluir
    2. Eu sinto atração homossexual, mas não quero ter práticas homossexuais. Quero me casar com uma mulher e ter filhos. Eu aceito a atração homossexual que tenho, mas não quero ser subjugado por esse sentimento. Quero desenvolver atração por mulher e ter um comportamento social heterossexual. Será que tenho de ser obrigado a viver uma vida que eu não quero pra mim?

      Excluir
    3. E aí doutor, o que você diz desse comentário de 12/11/2013? Acredito que a questão da mudança tem mais a ver com os planos e propósitos para a própria vida do que com pressões da cultura da sociedade.

      Excluir
  42. Pretendo me formar em Psicologia, e adorei o texto, muito bem redigido,esclarece muitos pontos. O tema é muito importante! Parabéns Pedro!

    ResponderExcluir
  43. E ai Pedro, como fica a resposta ao questionamento do Anônimo 12 de novembro de 2013 02:47? Diante de seu "brilhante trabalho", vai dizer o que ao cidadão? Que ele é uma "vaca de presepio" sem vontade propria e condenado a fazer o que não quer, porque pessoas como voce acham que é normal e querem fazer lavagem cerebral nas pessoas?
    Atenção Anonimo, voce não tem que viver uma vida que não quer nao amigo, voce tem raciocínio proprio e pensa por si so, não por impulso de outros. Escolha seu proprio caminho e não de atenção a essas baboseiras. Estou contigo e não abro.

    ResponderExcluir
  44. E a voce Nivia Lima. Se pretente se formar em psicologia, te digo uma coisa. O tema é "brilhante" e esclarece muitos pontos. Antes de elogiarem : convivam um pouco com homossexuais em sua vida real, tenham um pouco de nosso dia a dia e vais ver quanto é vazio esse tipo de trabalho. Se forme em psicologia e ajude as pessoas a sair do sofrimento e não a se afundar mais ainda.

    ResponderExcluir
  45. Não concordo com esta afirmação do texto: "Se alguém diz que não é mais homossexual porque não mais tem relações com pessoas do mesmo sexo e não se considera mais homossexual (por vezes dizendo nem sentir mais atração por pessoas do mesmo sexo), então não há nada que nos legitime dizer que ele ainda é homossexual ou que “no fundo” ainda o é."
    Pela regra da verossimilhança histórica, devo acreditar em tudo o que seja humanamente possível e dito em própria desvantagem; e, ao contrário, estou autorizado a considerar como suspeito o que se diz em vantagem própria, ainda que humanamente possível.
    Na pesquisa sobre a sexualidade de gêmeos idênticos, portanto, aceito como verdade o que um deles diz: "sou gay"; e desconfio da sinceridade do outro que diz: "nunca tive experiência homossexual / não sinto desejos homossexuais".
    Quanto ao fato de haver ex-gays, ou (como vem sendo publicado em pesquisas baseadas em questionários-de-palavra-de-honra), haver mais heterossexuais e ex-gays do que gays no mundo, nada tem de espantoso, uma vez que existem mais não-assassinos e ex-assassinos do que assassinos nesta vida, sem que, por isso, o ser humano deixe de sentir impulsos assassinos a cada instante. Regra que vale universalmente, sem haver uma única exceção, como é plausível supor.
    Existem mais ex-alcoólatras e não-alcoólatras do que alcoólatras na Terra, e nem por isso o alcoolismo deixa de ser um fato em si mesmo, problemático para quem tem tendência a ser problemático, e socialmente normal em quem é propenso ao equilíbrio.
    Existem mais ex-adúlteros e não-adúlteros do que adúlteros neste planeta. Devo, então, deixar de suspeitar que o ser humano tenha tendência à promiscuidade ou, mais apropriadamente, tendência à infidelidade amorosa?
    O nojo e a mortalidade têm base genética? O nojo é exclusivo do ser humano. A morte é comum ao ser vivo. O genoma detectou algum gene ou genes que levam à morte? Dizer que a morte é um processo, uma falência, ou que é mais fácil morrer do que continuar a viver etc., é dizer pouca coisa. Não houve nunca qualquer exceção à morte entre os humanos, nem quem, em épocas históricas, ultrapassasse os 130 anos. É preciso mais para se concluir que a nossa mortalidade é inata e tem um limite preestabelecido, ainda que os nossos projetos-genoma jamais encontrem qualquer respaldo genético para essa afirmação?

    ResponderExcluir
  46. "Pesquisadores dizem que não existe um 'gene gay'" & "Estudos realizados em gêmeos idênticos prova que o homossexualismo não é genético"

    minhas opiniões:

    verdadesuteiseverdadesinuteis.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  47. Sou estudante de Psicologia e este assunto muito me interessa, muito obrigado pelo texto excelente.

    ResponderExcluir
  48. solta a franga Pedroca

    ResponderExcluir
  49. Melhor artigo que pude lê, parabéns !

    ResponderExcluir
  50. Que amemos o nosso semelhante como a nós mesmos, logo, que tal amor seja não fingido. Homossexual e homossexualismo, nosso semelhante e sua orientação sexual. Mas uma orientação que traz tanta desorientação? Assumir ou reprimir? Fato é que ninguém tem paz em reprimir um anseio, assim como não se orienta aquele que assume alguma desorientação, seja ela de ordem física ou espiritual.

    ResponderExcluir
  51. Se ninguém nasce homossexual ou heterossexual então porque que a maioria esmagadora se torna hetera?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que tem haver com a sobrevivência da raça humana.Isso e cultura.entre outros fatos.o fato e cada um sente. seu prazer.sua atração e ponto

      Excluir
  52. Outra coisa, se você mesmo disse que a homossexualismo não é genética então porque você comparou o exemplo de racismo que é genético e imutável, com uma disfunção mental que é mutável e não genética?

    ResponderExcluir
  53. O texto é excelente do ponto de vista clinico, porque tem base, tem fundamentos sólidos. Mas creio que o autor não é homossexual, pois como muitos, sinto internamente esses desejos homossexuais e jamais quis sentir; não por preconceitos mas gostaria de fazer uma mulher feliz,para ter família, eu adoro crianças eo ambiente familiar, mas sei que vou morrer com essa inclinação. Nunca poderei ser completamente feliz pensando assim, esperava uma resposta mais simples, mas ela não existe!

    ResponderExcluir
  54. O Texto é de um um bom senso e conceito admirável .
    Em alguns artigos Que li sobre esse assunto á controversas sabemos que a ciência é questionável , mais o que me deixa curiosa é que á relatos de pessoas que mudam de opção sexual com uma facilidade superientende , como aqui aonde moro tinha um que no período de seis meses era homem de depois os outros 6 era
    homossexual , e assim era diariamente ?
    Nesse caso como podemos ter um opinião sobre esse assunto ?
    Eu gostaria muito dessa resposta pois se esse assunto é levado a um religioso como o Sr Malafaia ele já logo vai nos dizer que a pessoa está endemoniada , e não é essa resposta que gostaria de obter .Grata

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. gostei muito do texto..explicado esclarecedor em muitos aspectos...que pena queria muitos que pessoas preconceituosas e ignorantes conhecesse esse texto

      Excluir
  55. Excelente texto e esclarecedor! ;)

    ResponderExcluir
  56. Entendo que a natureza humana será sempre questionada visto homem e mulher são complementares. A relação homossexual será sempre uma adaptação. Não devemos mergulhar fundo nas relações homossexuais sem antes avaliar as possibilidades de conhecer a si mesmo. Ser capaz de entender fatos que foram causa desencadeante da forma definir a própria sexualidade. Há muitos casos em que o homossexualismo é fruto de estupros na infância ou rejeição dos pais.

    ResponderExcluir
  57. Parabéns pelo o texto é realmente ótimo... seu ponto de vista é bem esclarecedor, homossexualismo não é uma "doença" porem os homofóbicos faz com que o homossexual se sinta "doente" com suas necessidade... deixa de ser quem você é pra se torna oque a religião diz ser "certo" ou que a sociedade impõe algumas vezes, so vai causa mau a você e a quem esta ao seu redor.

    ResponderExcluir
  58. esse Malafaia não passa de um lixo. religião so serve pra por em atrito todos do mundo. quem mais matou no começo do cristianismo foi a igreja,. DEUS sempre, religião nunca.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Errado.

      O cristianismo foi a religião que mais se aproximou da liberdade individual do homem. Abriu portas para educação, lutou contra a escravatura, expandiu, através, dos missionários o saber.

      Entendi sua critica, no entanto, achei se fundamento.

      E só para constar o COMUNISMO que é fundamentado na ausência de crença matou muito mais pessoas que todas as guerras juntas.

      Excluir
  59. Pedro, achei seu texto muito esclarecedor, além de bem argumentado está tão fluido que não deu o menor trabalho de lê-lo.

    Queria apenas adicionar o questionamento de qual é a definição de homossexualidade e qual a fonte.

    Obrigado!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Penso eu que alguns já nascem assim por isso creio que deus não iria cupalos; já outros se transforma por sofrerem bulen,separação de pais na infancia,timides máus companias. ERA tão bom que não existicem guey e sapatão!

      Excluir
  60. Achei o texto maravilhoso, ainda que o tenha julgado mal no começo da leitura. Erro que não pretendo cometer novamente. :)

    Curso Psicologia e me interesso muito pelo tema - até porquê faço parte do objeto de análise.

    Muitas pessoas se questionaram sobre o porquê de uma terapia para aceitação da homossexualidade pode ser realizada e o contrário (no caso, para a não-aceitação da orientação) não, mesmo partindo da "livre vontade do paciente" que procurou ajuda.

    Penso (e esta é apenas uma expressão do que eu sinto enquanto futuro profissional da área) que, da mesma forma que um médico não deve se dispor à realizar um tratamento de "troca de pele" (como a conclusão do texto sugere e exemplifica), um Psicólogo não deve se dispor à realizar qualquer tipo de tratamento que utilize métodos tão severos, desumanos e como esta proposta de "reprimir" uma própria faceta do indivíduo atendido.

    Eu creio que o Profissional Psicólogo deve ser alguém capaz de ->desfazer<- as barreiras que inconscientemente colocamos em volta de nós mesmos, de nossas próprias características, e não o contrário. E isso independe da própria vontade do paciente, já que como está bem disposto no texto, as consequências são graves, e as sequelas são praticamente indetermináveis na maioria dos casos.

    Permitir que os profissionais tomassem este tipo de atitude, seria contradizer o próprio significado da existência do Psicólogo: desmantelar os causadores invisíveis de sofrimento.

    O profissional foi feito para ajudar as pessoas, e não para criar ainda mais inibições - ainda que motivadas por suas próprias decisões.

    Obrigado pela leitura agradável.
    Amigávelmente,
    César Heck.

    ResponderExcluir
  61. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  62. Cara,achei esse teu texto muito bom.Acho que o público e nós,profissionais de psicologia, procuramos sim saber o que "causa" a homossexualidade. Mas, acho tão difícil ter uma teoria para explicar algo tão diversificado como esse universo de gays,lésbicas,trans,etc. Vou confessar que realmente me intriga saber pq alguns meninos e meninas já tem trejeitos do sexo oposto tão cedo.Bem como,saber pq algumas pessoas que sempre foram tão convencionais,"de repente" resolvem sair do armário. Já ouvi diversas "teorias" dos próprios gays e lésbicas,de modo informal, onde eles falam sobre o "motivo" de sua homossexualidade.
    Certa vez,uma mulher, casada com outra, disse que havia se interessado por sua companheira por ter sido tão desvalorizada por seu marido durante muitos anos.Em uma outra ocasião,a mesma mulher me disse que apesar de ser casada com um homem, no seu íntimo sempre gostou de mulher.E,depois, em um outro momento ela afirmou que não era lésbica,pois não gostava de mulheres,mas gostava de uma só mulher,que era sua atual companheira. Então...eu entendi,mas não compreendi... Só sei que ela é feliz assim.
    Parabéns pelo texto.

    ResponderExcluir
  63. Olá,
    Dr. Lawrence Congratula-se com Você

    Meu nome é Lawrence Prínce Oboh e eu sou um tradicional Professional Magias rodízio, especializando-se em todos os campos do Amor, Dinheiro, poder, sucesso, Sickness, Sorte e ofício da bruxa. Eu posso ajudá-lo com qualquer problema ou desejo que você possa ter. Eu tenho mais de 20 anos de experiência na área de feitiços / Cura Espiritual. Ao longo dos anos tenho trabalhado para milhares de clientes em mais de 22 países em todo o mundo. Meus serviços são extremamente na demanda Qual é a prova do sucesso que eu estou Alcançar no dia a dia basis.Do você tem problemas de amor / questões que você precisa resolvidas vezes? Temos uma grande variedade de feitiços de amor Que vai mudar sua vida para sempre. Você já perdeu um ente querido? Você está no amor com alguém que não parece se importar com você? É o seu amor feito no amor com outra pessoa? Ligue agora e eu vou chamar todos os meus poderes para fazer seus sonhos se tornarem realidade. Você está lutando para fazer face às despesas? Você está enfrentando uma crise financeira e você não pode pagar todas as suas contas? Eu sei o que se sente. Deixe-me ajudá-lo, casing um de meu muito procurado Magias dinheiro. Eu posso ajudá-lo a aumentar sua renda, emprego that terra que são depois, ajudá-lo a alcançar o sucesso em muitos campos, melhorar a sua sorte, e muito mais. Você está vivendo em constante medo? Você precisa de um período da proteção? Chame-me agora e eu lançarei um poderoso that período da proteção irá proteger você e seus entes queridos de mal. Não espere até que seja tarde demais. Contacte-nos now.I especializar em várias áreas de feitiços. Eu posso ajudá-lo com qualquer problema que você pode estar enfrentando. Chame-me agora para resultados imediatos.

    1: Love Spell
    2: Magia Dinheiro
    3: sorte para ganhar Lottery
    4: Feitiço To Get A Job
    5: Feitiço curar a esterilidade
    6: Feitiço To Get A Job
    7: Feitiço Câncer

    E muito mais: Contacte-me através do meu e-mail: drlawrenceoboh@yahoo.com
    Mobile Number: +2348033579029

    ResponderExcluir
  64. Por favor, houve um equívoco, a publicação anterior foi feita por Miguel Estefanio e não por Heloisa.

    ResponderExcluir
  65. Pedro, gostei do seu texto, é muito esclarecedor, mas fiquei com dúvidas a respeito de muitas questões, uma delas é a que ninguém nasce homossexual e que fatores diversos vão influenciar nesta formação sexual.
    Sou homossexual e procuro sempre pesquisar a respeito de fundamentos da minha sexualidade, desde que me entendo, ainda garotinho, até onde a memória permite as lembranças, as tendências à apreciação tanto estética e imagética foi inclinada para o masculino, o viril. O que chamava atenção e me excitava eram as figura dos gibis do Fantasma, Tarzan, e não a Jane, Diana Palmer.
    Daí, sempre fiquei intrigado com a minha sexualidade.
    Os primeiro enfrentamentos foram comigo mesmo querendo saber por que, depois com os outros, que procuraram impor um comportamento diferente.
    As primeiras experiências homossexuais foram desagradáveis, mas, depois foram desenvolvidas e melhoradas, já tive experiências também com mulheres e não rola a tal da química, é diferente.
    Continuando as minhas indagações e pesquisas, encontrei algo nunca ouvido, um amigo biólogo quando indagado por uma amiga sobre a homossexualidade sob o ponto de vista da biologia, ele respondeu (depois de fazer considerações com animais e plantas etc), que existe uma teoria onde existe a possibilidade de ser uma espécie de controle de natalidade natural para evitar a super população.
    Pesquisando encontrei relatos de experiências com camundongos em um território que foi super povoado pela espécie e surgiu naturalmente grupos de homossexuais, como se fosse parte deste controle da própria natureza.
    Pedro, como você interpreta esta teoria? Existe esta possibilidade?
    Pois existem animais, insetos, plantas etc.
    Parabéns pelo seu texto.
    Sou Miguel Estefanio email: miguel.veiga@ifma.edu.br

    ResponderExcluir
  66. Pedro,

    Vc escreve bem, mas sua analise é tendenciosa e nao esconde seus preconceitos.

    ResponderExcluir
  67. Já que no seu entendimento e no entendimento do próprio Conselho Federal de Psicologia, a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão, não existindo, então, diferença alguma entre ser hétero ou homossexual, na hipótese do indivíduo ter o poder de escolha sobre a manifestação de sua sexualidade, e desconsiderando aspectos como preconceito e discriminação sociais, quais seriam as chances de ele optar pela homossexualidade?

    ResponderExcluir
  68. Sobre a homossexualidade

    Não há nada de errado com a homossexualidade. A homossexualidade é perfeitamente respeitável. A forma como ela vem sendo retratada, por várias tradições religiosas, como pecaminosa e prejudicial, origina-se da ignorância. Não há nada de errado em se sentir atraído por pessoas do mesmo sexo. Na verdade, a preferência pelo mesmo sexo ou pelo sexo oposto não é tão fixa e rigidamente dividida, como muitas pessoas pensam. Uma pessoa pode ser heterossexual e ser atraída por pessoas do seu próprio sexo. Existe uma escala móvel entre heterossexualidade e homossexualidade, e não uma fronteira fixa. A sexualidade está na alma, e não no corpo. Não é o corpo que direciona a sexualidade da pessoa.
    O ser humano é bissexual por natureza. Há muitas teorias espiritualistas que afirmam isso, inclusive alguns estudiosos da psicologia também afirmam que o ser humano possui os dois sexos dentro de si, ou seja, que ele é andrógino. Porém, o grau de masculinidade e de feminilidade no ser humano varia. Um homem, por exemplo, pode ter dentro de si (em sua alma) uma porcentagem feminina bem maior do que a masculina. Nesse caso, a tendência de ele vir a se interessar por homens tem uma probabilidade bem maior. Mesmo um homem que tenha uma porcentagem feminina pequena dentro de si pode vir a ser homossexual. Basta que surjam oportunidades, experiências, educação, etc. É por isso que se veem homens másculos, mas homossexuais, ou seja, porque dentro de todo ser humano existem as duas sexualidades, e cada uma delas pode se sobressair por algum motivo.
    Até mesmo no reino animal existe homossexualidade. Pesquisadores afirmam que o comportamento homossexual é bastante comum na natureza, e não é restrito a mamíferos; aves e insetos também o apresentam. E quem nunca viu um cão transando com outro cão? Alguém chamaria dois animais do mesmo sexo transando de imorais? Será que eles têm consciência da moral e dos bons costumes? Não. Faz parte da natureza. E quem criou essa natureza foi Deus. Ou alguém acha que os animais são conscientes dos seus atos?
    Deus não criou apenas seres heterossexuais, criou também homossexuais, bissexuais, assexuados, hermafroditas, etc. Tudo é natural, e nada está errado.
    As pessoas precisam ser respeitadas pelo que são, e não pelo que fazem da sua vida sexual. Há homossexuais que são pessoas maravilhosas, verdadeiros seres humanos, pessoas valiosas, que ajudam muitas pessoas com seu trabalho e solidariedade. Há heterossexuais que são assassinos, ladrões, estupradores, traficantes... e que se autodenominam "homens", “heteros”. O que é mais importante? Está aí uma prova de que preferência sexual não tem nada a ver com moral.
    É uma bobagem e perda de tempo combater a homossexualidade, porque é uma realidade da natureza que sempre existiu e que sempre existirá. Quem não tem um homossexual na família? Quem não tem, logo terá. E essa pessoa merece o desprezo, a rejeição, a crítica, a condenação?
    Os grandes mestres da humanidade, sabiamente, não se pronunciaram sobre a homossexualidade. Eles sabiam que Deus não está preocupado se a pessoa é homo, hetero ou bi. Assim como Ele não está preocupado se a pessoa é feia ou bonita, rica ou pobre, casada ou solteira, tem curso superior ou não, etc. O que interessa para Deus é o aprimoramento moral. É tornar-se bondoso, tolerante, paciente, calmo, alegre, solidário, honesto, justo, etc.
    Do ponto de vista espiritual, o que importa nos relacionamentos sexuais é como um se conecta com o outro de alma para alma. Sempre que existe uma conexão profunda, marcada por uma parceria verdadeira e respeito mútuo, o fato de o relacionamento ser entre homem-mulher, homem-homem ou mulher-mulher realmente não importa.

    Autores diversos

    Todos têm direito a ser felizes, independentemente de suas crenças ou opiniões. As pessoas confundem ‘incomum’ com ‘anormal’. Tudo é normal, embora nem tudo seja comum. Ser contra a união homossexual é andar na contramão da evolução humana e social.

    ResponderExcluir
  69. Muito bom o texto!! Recentemente me interessei em pesquisar sobre o assunto da "causa" da homossexualidade, mas, de uma forma geral, só encontrei textos que defendiam explicações convenientes ao ponto de vista, já pré estabelecido, que o autor pretendia defender! Gostei muito da abordagem cientifica (mas acessível) que você deu ao assunto! Parabéns! :)

    ResponderExcluir
  70. Boa noite me chamo Alessandro. Minha irmã é homossexual, eu sou homossexual e meu irmão também é homossexual.
    Conheço outras familias que vários irmãos são homossexuais.

    Na verdade nenhum dos 3 escolheu nada, simplesmente vivemos de acordo com a nossa natureza. Porque fingir ser uma pessoa que você não é só para agradar os outros é frustrante e depressivo, e transforma a vida num verdadeiro inferno.
    Quem passa por isso sabe do que eu estou falando.

    Espero ter contribuído. E Parabéns pelo seu trabalho Pedro, muito esclarecedor.

    ResponderExcluir
  71. nnaagyrpintordearte tempena se na família desses homofóbico surgir um grande homosexual que fique famoso e rico como o malafaias...... e se o próprio malafaia vier com a velhice ter //quedas// ou /temdênciasd homosexuais......... E DAÍ???? E DAÌ?????????? E DAI?????????? a psicologia diz...... CADA UM NO SEU QUADRADO, malafaia arrecadadorde dízimos

    ResponderExcluir
  72. A maior lição tirada por mim do texto é

    Não importa por que você é
    O que importa é que isso não lhe faz mal, o que faz mal é a condenação dos outros

    ResponderExcluir
  73. Fantástico esse texto...super acessível, principalmente para os leigos, como eu e minha mãe. Na primeira oportunidade vou pedir que ela leia também. Parabéns, Pedro!

    ResponderExcluir
  74. Muito polemico esse assunto sobre os homossexual, mais que merece nosso total respeito mais eu fico com a que eu acredito DEUS criou o homem e a mu lhe mesmo que nossa antropologia religiosa já existia , assunto homossexual..

    ResponderExcluir
  75. Parabéns!! Texto Ótimo e bastante esclarecedor! Irei lê-lo mais vezes para tirar conclusões. Esse texto me lembrou um texto filosófico chamado "A alegoria da caverna..."

    ResponderExcluir
  76. Primeiro parabéns...
    Realmente um bom texto esclarecedor sobre o assunto. Em grande parte do texto concordo plenamente contigo. Sobre todos os aspectos, ainda mais preconceitos, principalmente de cunho religioso.
    Porém temos que atentar grandemente sobre a ideologia que foi imposta por pessoas de referência em nossa sociedade, que quando consegue se chegar a uma "posição social" bolam estratégias, que favorecem suas ideologias e uma delas é a questão de auto aceitação homossexual por aparte do indivíduo.
    Na maioria das vezes ligados por interesses políticos...
    Sabemos que em alguns casos a sofrimento por parte do individuo, quando o próprio não se familiariza com sua própria homossexualidade, e não a quer mais, pois causa desconforto a si mesmo.
    Sabemos que assim como um viciado, alcoólatra, que comprovadamente tem pré-disposição genética ao seu vício e quer se libertar, ou mesmo o compulsivo que também deseja se ver livre pois tal compulsão o atrapalha em vários contextos como em seu trabalho, família, escola e demais ambientes. E ainda que existisse pré-disposição genética a ser homossexual...
    Assim existem os homossexuais, bi, entre outros sujeitos de opções sexuais diferenciadas que sofrem do mesmo mal, e não falando apenas em preconceito e "repúdio social", mas sim numa aceitação particular que não acontece consigo mesmo, por uma pequena parte dos homossexuais...
    Essas pessoas deveriam ter o direito de se orientado profissionalmente para que tivessem um alívio emocional.
    Fique claro que em nenhum momento se diga ou se fale em cura gay. Não é essa questão de imposição social que discuto e defendo.
    Mas defendo sim o direito de todos que buscarem um auxílio profissional obter uma resposta.
    Uma resposta que seja de cunho profissional e não restritivo ao "jogo de o individuo tem que se aceitar com desejos homossexuais, mesmo não querendo"
    E em nenhum momento vejo isso com dar enfase em preconceito ou regredir em questões de direito.
    Mas sim de promover saúde e gerar e alívio mental... Se tal desejo for visto como problema pelo próprio individuo.
    Minha conclusão, sim houve a despatologização do homossexualismo, isso foi um progresso!
    Mas á partir do momento em que fomos obrigados a negar atendimento, e promover alívio, e qualidade de vida a classe homossexual, repito por questões de interesse político e ideologizadores da causa...
    Negar atendimento há essas pessoas, que sofre com seus desejos não aceitos por si mesmo, vejo que foi um regresso tremendo!!!
    J.L.F.M

    ResponderExcluir
  77. Nunca vi um ex-gay. O que vejo são centenas de ex-casados com mulher que passaram a vida toda se reprimindo e uma hora ou outra simplesmente explodem.

    O que as pessoas heterossexuais não entendem é que não dá para escolher. Passei a vida toda querendo gostar de mulher, mas pensar em mulher é como um fardo, uma obrigação, algo que jamais faria se não tivessem me forçado a isso. Tão logo superei esta fase, nunca mais tive sequer vontade de ver uma foto de mulher.

    Em relação à genética, saiu um artigo na Scientific American dizendo que há mais evidências de que a homossexualidade tem influência dos genes. É algo complexo, para a nossa infelicidade. Por isso acho que o melhor que a sociedade pode fazer é deixar os gays em paz, ao invés de tentar transformá-los em ratos de laboratório, cobaias humanas.

    ResponderExcluir
  78. Ótimo texto!
    Ninguém quer filhos homossexuais, não é fácil aceitar isso!
    Muitos homens e mulheres se casam com um cônjuge do sexo oposto, têm filhos biológicos, vivem felizes por 2 décadas, se separam e passam a se relacionar sexualmente com pessoas do mesmo sexo.
    Por que achar que só o sexo importa e é o único capaz de "segurar" um casamento/uma relação sem levar em consideração o companheirismo, a fidelidade, o respeito, a confiança, o amor, etc...?
    O ser humano está cada vez mais semelhante aos animais, que agem por instinto, pois são irracionais.
    A Bíblia afirma que homossexualidade é abominável aO SENHOR; se ignorasse este fato, então, estaria anulando todo Livro Sagrado de minha vida.
    Grato>>>

    ResponderExcluir
  79. Gêmeos idênticos provam que o homossexualidade não é genética

    http://ohomossexualismo.blogspot.com.br/2014/07/gemeos.html

    ResponderExcluir
  80. Ótimo texto!Parabéns pelas tão esclarecedoras e importantes colocações quanto a homossexualidade. Particularmente, achei o final do texto um pouco tendencioso. Ao meu ver, em tão poucas palavras, você acaba condenando todos os que enxergam na reorientação sexual, uma forma de auxiliar aqueles que não se sentem bem sendo homossexuais. Mas enfim, não sou psicólogo, mas apenas um leigo.

    ResponderExcluir
  81. Lendo o seu texto em 2016 para o meu estudo pessoal sobre a Homossexualidade e estou bastante impressionado com a coerência, os bons argumentos e as referências. Ótimas colocações, ótimas ressalvas e observações, uma ótima conclusão. Enfim, parabéns!

    ResponderExcluir
  82. Muito bom este artigo! Parabéns!
    Gosto muito de ler sobre a homossexualidade nos animais. É muito interessante que o meio, na maioria das vezes, faz com que determinada espécie tenha um percentual maior ou menor de homossexuais.
    Lembro de ter lido há algum tempo, que em determinada região, muitas macacas passaram a ter comportamento homossexual por conta da falta de parceiros machos. Portanto, nesta região, o percentual de macacas homossexuais era altíssimo. Não lembro ao certo o motivo da quase extinção dos machos, mas na falta deles, as fêmeas passaram a ter comportamento homossexual.
    É interessante também como em situações em que homens passam muito tempo sem contato com mulheres, a prática homossexual passa a ser algo mais comum... e mesmo quando voltam a ter contato com mulheres, o comportamento homossexual ou bissexual permanece.
    Enfim, é um assunto super complexo e simples ao mesmo tempo. O que atrapalha é o preconceito.
    Eu, graças a Deus, me amo como sou. O sofrimento, em maior ou menor grau, é por conta apenas do preconceito, principalmente por fanáticos religiosos que contaminam as famílias e a sociedade de um modo geral.

    ResponderExcluir
  83. Para Deus, a HOMOSSEXUALIDADE É ABOMINAÇÃO!

    DEUS CRIOU MACHO E FÊMEA.

    JESUS CURA OS HOMOSSEXUAIS, basta eles desejarem abandonar o PECADO DO SEXO ANTI-NATURAL, que todos eles sabem que é ANORMAL!

    Por que muitos gays e lésbicas se suicidam ???

    PORQUE NÃO SÃO FELIZES NA HOMOSSEXUALIDADE! Isso deixa claro que é OBRA DE SATANÁS - O OPRESSOR, que veio só para:

    MATAR, ROUBAR e DESTRUIR a humanidade - João 10:10

    .
    .

    ResponderExcluir
  84. Eu tenho uma verdade a falar sobre o homossexualismo que ninguém sabe. Homossexualismo não é doença. É um fenômeno sobrenatural que ninguém parou para pensar. eu vi com meus próprios olhos. Eu sou espírita. É uma alma que entra dentro da gente. E essa homofobia é uma idiotice inventada em laboratória. Ninguém me ouve. Eu sei o que é. E isso vai interessar à ciência.

    ResponderExcluir
  85. Eu tenho uma verdade a falar sobre o homossexualismo que ninguém sabe. Homossexualismo não é doença. É um fenômeno sobrenatural que ninguém parou para pensar. eu vi com meus próprios olhos. Eu sou espírita. É uma alma que entra dentro da gente. E essa homofobia é uma idiotice inventada em laboratória. Ninguém me ouve. Eu sei o que é. E isso vai interessar à ciência.

    ResponderExcluir
  86. Sobreexcelente dia Pedro Sampaio, durante a leitura deste texto que você copiou e colou, não consegui observar e contnuei tentando fazer a observação de suas palavras e argumentos, porém, notei que não esboçou de fato o que você acredita que faria a diferença, seja quem aqueles que são "A favor", "Contra" ou mesmo "Nulos"! Fracos são seus argumentos, ainda mais como quem pensa possuir capacidade de defender um grupo de pessoas que acreditam serem capazes de entender alguém, porém não são capazes de entender a si próprias!
    Pergunto: 1) Você é ou já foi homossexual?
    2) Você já sentiu prazer com homem?
    3) Já chegou ao orgasmo com homem?
    4) Se relacionou com homem?

    Provo a você e a quem desejar que todas as resposta das 4 perguntas serão "SIM", se a sua próxima resposta for "SIM" e minha pergunta é:

    5) Você já se masturbou?

    Certamente, entendeu que não emitiu sua opinião e irei enfatizar o que aqui deixo sub-entendido, mesmo que poucos consigam avaliar, serão capazes de verificar minhas informações que CERTAMENTE "Nenhum", profissional de psicologia, sociologia e etc... Chegou algum dia imaginar, pois, não são capazes de "REDARGUIR-SE", acreditam serem capazes de fazê-lo aos demais seres humanos, mas, não são humildes para procurar ajudar!
    Inscrevam-se no Canal "fv" FATOR VISÃO, e saiba o que deve tratar a psicologia, sociologia, teologia, antropologia, e as demais 1.053 palavras que terminam em "LOGIA" que significa: Discurso, tratado, ciência, estudo e vai nessa direção, porém, não deve ser limitada por quaisquer pessoas, mesmo que se achem no direito de fazer uma possível defesa de algumas ou todas estas!
    Aguardo você Leonardo Sampaio e todos que desejarem pensar como devem e não como mandam!!! Seja você!
    Wilson Aroldo Meireles Costa (apenas alguém que faz diferente, sem julgamentos, pois é FATOR VISÃO).

    ResponderExcluir
  87. Aqui está o endereço do canal FATOR VISÃO:
    https://www.youtube.com/channel/UC9D-MyGPScl-GKBf4eeORFA
    Atenciosamente,
    Wilson Meireles

    ResponderExcluir
  88. Todos conseguem argumentos para justificar suas intenções e desejos. Só perdi meu tempo lendo todo esse texto, porque o autor estava mais preocupado em refutar as declarações de um pastor e isso ele deveria fazer num debate, onde a outra parte teria em tempo real a oportunidade de se defender.

    ResponderExcluir
  89. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  90. Gostei muito do texto. Acho que finalmente entendi o básico, que não nascemos hétero ou homo...que existe ex-gay, que pela ética e riscos, não é seguro fazer intervenção a fim de reverter homossexualismo. Que a ciência vê como algo natural e o que é natural não se trata e etc... Foi o que entendi.

    ResponderExcluir
  91. Essa decisão de tratamento da sexualidade deve ser pessoal. Cada um decide por si. Se a pessoa não ė Feliz e quer mudar ė ela quem decide e todos devem respeitar

    ResponderExcluir
  92. Essa decisão de tratamento da sexualidade deve ser pessoal. Cada um decide por si. Se a pessoa não ė Feliz e quer mudar ė ela quem decide e todos devem respeitar

    ResponderExcluir
  93. texto praticamente totalmente direcionado para provar que o pastor Silas está errado na sua fala, entretanto não aponta outros pontos de vistas científicos sobre o tema, assim é totalmente direcionado para manter a crença que o homossexualismo é algo natural, mesmo não tendo, não falando diretamente, mas deixando em aberto, de certa forma acredito que propositalmente.

    ResponderExcluir
  94. texto praticamente totalmente direcionado para provar que o pastor Silas está errado na sua fala, entretanto não aponta outros pontos de vistas científicos sobre o tema, assim é totalmente direcionado para manter a crença que o homossexualismo é algo natural, mesmo não tendo, não falando diretamente, mas deixando em aberto, de certa forma acredito que propositalmente.

    ResponderExcluir
  95. Bom dia, eu sou doutor Edehomo de um poderoso lançador de magias, eu ajudar as pessoas a obter os seus entes queridos de volta com a ajuda de um feitiço e faz ele amar aqueles amá-los como nunca antes. Eu sou capaz de usar meu feitiço para tornar-se um relacionamento quebrado, PROMOÇÃO em seu escritório ou negócios, tornando o seu ex voltar para você Pedido pela remissão, fazendo seus RELAÇÕES PARA TE AMO como nunca antes, criação de dinheiro SOLETRAR POT, tornando o BANCO esquecer a sua dívida sem perturbar vós, bancos ou credores privados para conceder-lhe o empréstimo sem garantia, fazendo com que o gerente geral de sua organização / EMPRESA / ESTABELECIMENTO, tornar o seu negócio florescerão como nunca antes ETC .Ar a você que têm problemas com o seu marido , esposa, namorada, namorado ou qualquer um e você realmente precisa de tal pessoa a voltar para você e te amo mais do que nunca antes, tudo que você precisa fazer é contactar-me com o meu e-mail: dr.edehomonspelltemple@gmail.co I resolver seus problemas e obter

    ResponderExcluir
  96. Agora fica a pergunta: e a Homossexualidade precisa ter uma causa? Não é tão certo partir desse ponto... Não buscamos a causa da heterossexualidade por exemplo...

    ResponderExcluir
  97. Prezado Pedro,

    Primeiramente, obrigado pelo texto.
    Dentre os inúmeros artigos que já li sobre o tema, esse foi sem dúvida o mais enriquecedor. Sao poucos os profissionais que têm a capacidade de transmitir, com tamanha simplicidade, temas com esse nível de complexidade.
    Gostaria muito de entrar em contato com você. Teria um e-mail que eu pudesse lhe contactar?

    Obrigado.

    Atenciosamente,

    Felipe

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Felipe!

      Pode entrar em contato pelo e-mail pedsampaio@gmail.com

      Att.

      Excluir
  98. Olá. Sou estudante de psicologia e este texto conseguiu me comover e me emocionar em algumas partes. Sou hétero, mas abomino qualquer tipo de tratamento homofóbico. Sou apaixonada por Freud, e ler o que Freud escreveu sobre a homossexualidade me deixa mais ainda decidida em me tornar psicanalista! Obrigada pelo texto.

    ResponderExcluir