terça-feira, 12 de julho de 2016

A cultura do estupro existe, mas não como você imagina



Publiquei este texto no Ano Zero já tem quase dois meses, mas esqueci de divulgar aqui. Peguei trechos de outros texto que já escrevi aqui no blog (este) e comentei o episódio da garota estuprada por 30 pessoas.

Vocês podem acessar o texto aqui:

http://ano-zero.com/cultura-do-estupro/

domingo, 10 de julho de 2016

Um dia acaba



Tudo que é ruim
Um dia tem fim

O ranço, a raiva, o ódio
E a enxaqueca braba
É tudo um episódio
Que um dia acaba

A crise, o aperto, o medo
E toda essa confusão
Um dia de manhã cedo
Você acorda e eles não

(Pedro Sampaio)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Os comentários sobre a Valentina (MasterChef) são reflexo de uma cultura do estupro?


Muitas pessoas têm comentado sobre alguns homens que demonstraram interesse pela Valentina, participante de 12 anos do programa MasterChef Júnior. O texto que mais vi ser compartilhado é este, que levanta um debate sobre a cultura do estupro e a pedofilia a partir do episódio.

Como, a meu ver, os debates decorrentes do episódio têm sido muito apressados e pouco ponderados, escrevo isso para tentar empreender uma outra reflexão sobre isso tudo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A Bancada Evangélica e a Democracia


Texto novo saindo do forno.
Escrevi este texto para tentar promover um debate honesto sobre a existência da bancada evangélica e sobre suas medidas. O texto não é mais uma panfletagem ideológica, mas uma tentativa de iniciar um debate justo a respeito. Caso discordem, seria muito bom se comentassem lá.
Ser democrático é tanto reconhecer o direito dos evangélicos de se organizarem e defenderem seu direito de crenças e ações, quanto garantir as liberdades individuais alheias, mesmo quando elas vão contra suas convicções pessoais.
É muito improvável, mas seria muito bom se as reflexões deste texto chegassem aos próprios deputados que compõem a Bancada Evangélica.

Confiram:

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

3 Formas Pelas Quais Oliver Sacks Tornou o Mundo Um Lugar Melhor



Neste texto, homenageio o Oliver Sacks cientista. Um homem apaixonado pela clínica, pelo contato humano e pouco afeito a laboratórios que, ainda assim, contribuiu muito para a ciência. Publiquei o texto no Coletivo Desterritório, onde fui convidado para participar e semanalmente tenho escrito lá.

Vocês podem conferí-lo aqui: http://coletivodesterritorio.com.br/3-formas-pelas-quais-oliver-sacks-tornou-o-mundo-um-lugar-melhor/


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Por que deveríamos APOIAR a Lei da Terceirização

Muito tem sido dito e escrito a respeito do Projeto de Lei (PL) 4330, conhecido agora como a Lei da Terceirização. Lendo os artigos compartilhados por meus amigos nas redes sociais, parece certo que se trata de uma lei que irá prejudicar o trabalhador e favorecer apenas os ricos empresários. Safatle, Sakamoto e outros tratam a lei como um quase retorno à escravidão, adjetivam-na de “medieval”, dizem que será “a pior derrota para o trabalhador brasileiro desde o Golpe de 64”. O que dizem que acontecerá a partir da lei é mesmo muito alarmante e trazem alguns dados para sustentar estas afirmações.


Como desconfio de coisas muito milagrosas ou muito infernais (“afirmações extraordinárias requerem evidências extraordinárias”), resolvi ir atrás das fontes utilizadas por estes autores, de artigos que se posicionavam a favor da lei, e analisei também o próprio PL e seu debate na Câmara. Parecia muito improvável que empresários malignos se reunissem para comprar a maioria dos deputados e senadores para fazer passar uma lei tão hedionda quanto seus detratores propagavam. De fato, a realidade é bem mais simples e foi decepcionante constatar a facilidade com que dados distorcidos são espalhados, sem que ninguém vá atrás das fontes.

Decidi redigir este texto em forma de tópicos, com perguntas que parecem ser as mais frequentes e pertinentes a respeito do PL4330. Espero que isso facilite a leitura.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Você é a favor do Ato Médico e nem sabia

Recentemente o senado aprovou o Projeto de Lei (PL) 7703/2006, também conhecido como Ato Médico. O projeto tramita há algum tempo e visa regulamentar o ofício do médico que, embora seja milenar, não tem em nossa legislação nenhuma enumeração de suas atribuições. O Projeto vem recebendo feroz oposição desde sua proposição e agora que foi aprovado no senado os ataques parecem ter crescido ainda mais, especialmente por parte de estudantes e profissionais da área da saúde que não são médicos. 

Quando ainda era um estudante de Psicologia, ouvia quase diariamente o mesmo que agora voltou à pauta: que o Ato Médico diminui as profissões não médicas da área da saúde; que o Ato Médico faz com que uma pessoa só possa procurar os serviços de profissionais não médicos se antes passar por um médico – dependeria que o médico prescrevesse o tratamento (com um psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista, etc.); que tira dos outros profissionais da saúde a autonomia de dar diagnósticos; dentre outros. Fui e ainda sou convidado para passeatas, abaixo-assinados e outras manifestações contra o Projeto e estas são sempre as preocupações dos meus colegas, especialmente a de ninguém poder mais procurá-los sem antes passar por um médico.

Pois eis a novidade para quase todos: nada disso é verdade.